Saúde

O acompanhamento psicológico para pacientes com diabetes

A Diabetes Mellitus é uma doença crônica, causada por fatores genéticos, que são aqueles herdados de pais para filhos, e também pelos fatores ambientais, como a alimentação e estilo de vida. Os principais sintomas da diabetes são:

  • Muita sede;
  • Muita vontade de urinar;
  • Muita fome;
  • Perda rápida de peso;
  • Falta de energia;
  • Cansaço físico e mental;
  • Visão turva ou outros problemas de visão;
  • etc.

Para evitar complicações causadas pela própria doença, como problemas no coração, nos rins, na visão ou no cérebro, é muito importante seguir o tratamento e ter um bom controle da doença. É preciso que o paciente tenha uma boa adesão ao tratamento, que implica em mudanças no comportamento, como por exemplo, o uso correto dos medicamentos, mudanças na alimentação e estilo de vida.

A diabetes é uma doença crônica. Por ter um tratamento prolongado a doença pode gerar impacto físico, social e até psicológico. Com efeito, vale salientar, que a maneira como a doença é enfrentada está relacionada à percepção que o indivíduo tem da doença, bem como de sua experiência de vida pessoal, familiar, suas crenças e valores.

A doença também é responsabilidade da família

Ao ser diagnostico com alguma mudança, o corpo muda, junto com a imagem corporal que o indivíduo tem dele, e isso pode gerar sofrimento físico e emocional, acarretando sentimentos de culpa, medo, desamparo, ansiedade, inferioridade, raiva, revolta, baixa auto estima e até dificuldades de se relacionar.

Quando o filho é portador de diabetes, é necessário que a família tenha uma readaptação em rotina e estilo de vida. Diversos sentimentos surgem nos pais, como frustração, ansiedade, culpa, etc. Os pais podem tornar-se superprotetores e tentar compensar a sobrecarga do tratamento.

Vivenciam um luto pela perda do filho saudável, frente ao adoecimento e ao doloroso tratamento que exige diversas “picadinhas” diárias. Assim, os familiares podem sentir-se angustiados e sem esperança, sem controle da vida do outro e da sua própria. Podem enfrentar momentos de incerteza e descrença, intercalados por sentimentos de aceitação, otimismo e esperança. Essas variações emocionais surgem devido às necessidades de cuidado intenso e repetitivo.

Contudo, o papel da família é essencial para a aceitação da doença, pois o paciente poderá sentir-se apoiado e enfrentar as dificuldade com mais tranquilidade e segurança, com menos estresse e maior bem estar emocional.

Sendo assim, não podemos esquecer que a família não deve somente cuidar, ela também precisa de cuidados para que não adoeça. Precisam ter momentos de lazer e descontração, fazer seu acompanhamento médico e psicológico. Esses procedimentos são importantes para que a família leve também sua vida da melhor forma.

Fonte: Portal Drauzio Varella

O papel do psicólogo nesse cenário

Ao receber o diagnóstico de diabetes, muitos sentimentos podem surgir não só ao paciente como para a família também, como mencionado. As pessoas geralmente não está preparadas para conviver com as mudanças impostas pela doença e seu tratamento.

São vivenciados sentimentos ambivalentes entre o que se tem que fazer e o que sequer fazer, gerando instabilidade emocional para a família.

E é aí que vem a importância do acompanhamento psicológico ao paciente e/ou familiar. O psicólogo auxiliará na busca da aceitação e motivação do tratamento e adoecimento, no autocuidado e na busca do equilíbrio emocional. Diminui-se, assim, o sofrimento psíquico para, consequentemente, gerar maior bem estar e qualidade de vida não só para o paciente, mas para toda a família.

Você tem algum caso de diabetes na família? Tem se certificado que essa pessoa está fazendo o acompanhamento psicológico? Conta pra gente nos comentários, e vamos conversar! 🙂

Ingrid Bertollini Lamy
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