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Ansiedade é tudo igual?

Nããão! A ansiedade não é “tudo igual”. Primeiramente, não há apenas um tipo de ansiedade, muitas pessoas acreditam que fica tudo dentro de um mesmo saco e não é bem assim. Existem sim sintomas muito similares, ou até em comum entre os tipos de ansiedade, mas nem todos são assim, até porque se fosse “tudo igual” não haverias tantas classificações para esse transtorno. 

Psicólogos são profissionais treinados para entender essas nuances que na maior parte das vezes não fica claro para o próprio paciente, e cada tipo de ansiedade exige uma forma diferenciada de ser trabalhada, respeitando as características e limites de cada paciente. 

Qualquer psicólogo trata ansiedade?

Estar conectado a um profissional qualificado nestas horas pode fazer muita diferença. Isso para que o paciente tenha o modo mais eficaz e rápido para entender, diagnosticar e elaborar um plano de tratamento ou fazer os devidos encaminhamentos, se necessários. 

A escolha do seu profissional também é importante, informe-se antes sobre as qualificações do profissional e converse com ele sobre suas necessidades, pergunte se ele consegue dar conta. Nem todo profissional sente-se à vontade, e nem é obrigado a trabalhar com qualquer demanda. Mas o mais importante é que você consiga confiar na pessoa que você escolheu para ser seu terapeuta. Isso pode fazer muita diferença no decorrer do processo.

É importante saber os tipos de ansiedade?

Depende. Isso varia muito de quadro para quadro, e das técnicas e propostas do psicoterapeuta. Aqui, neste escrito, não vou me deter em explicar cada uma das classificações, mas às vezes o paciente precisa saber o que lhe deixa ansioso para combater as crises, outros casos, o terapeuta trabalha sem precisar abrir um diagnóstico para o paciente. 

O que é importante saber é que se você tem sintomas de ansiedade você pode (e deve) procurar um psicólogo, seja para atendimento presencial ou online. Assim, seu caso será estudado, e caso seja necessário o auxilio de fármacos, o terapeuta lhe indicará um psiquiatra. Mas entenda que estes profissionais precisam atuar juntos! O remédio não descarta terapia e vice-versa.

Mas, veja bem, não há necessidade de você sair procurando cada artigo que a internet indica sobre ansiedade, você tem todo direito de saber sobre suas condições e quadro psicológico, mas acima de tudo confie no profissional que você escolheu, ele saberá te orientar e traçará o melhor tratamento baseado apenas em você.

O trabalho do psicólogo é completamente personalizado, pois cada paciente precisa de alguma coisa especifica e reage de forma diferente ao que lhe é proposto, tudo isso é levado em conta, fique tranquilo. 

Todo caso de ansiedade precisa de medicamento?

Não! Em muitos casos a psicoterapia consegue dar conta de casos de ansiedade, mas isso varia de paciente pra paciente. Portanto, siga as orientações de seu psicoterapeuta e confie nele, ele estudou e se dedicou para fazer o que faz, ele sempre buscará as soluções menos invasivas e mais eficazes para o seu caso específico.

Novamente, é importante a confiança em seu terapeuta. 

Entenda que aquele remédio que a tia da vizinha toma foi pensado para o quadro dela, e mesmo que ela consiga “uns a mais” e dê a você, isso não é correto. Além de poder lhe causar muito mais dano do que soluções. 

Quando o paciente é encaminhado ao psiquiatra, este fará uma avaliação clinica do caso e prescreverá a medicação baseada em muitos fatores, dentre eles o tipo de ansiedade, gravidade dos sintomas, idade do paciente, histórico de vida e muitas outras variáveis. Então, antes de tomar qualquer medicação consulte com um especialista.

Criança tem ansiedade?

Sim, crianças também podem ter ansiedade, e segue o mesmo protocolo de um adulto quando se refere a medicamentos e psicoterapia. Porém a ansiedade da criança, muitas vezes é confundida com agitação, com “ser uma criança ativa” e algumas vezes até com mau comportamento. É importante ficar atento às oscilações de humor, recusa muito forte em fazer alguma coisa, dores no corpo (principalmente dor de barriga). 

A criança, diferente de um adulto, normalmente não sabe o que está acontecendo e não percebe que pode ter algo de errado, portanto também é responsabilidade do adulto zelar e observar como anda a saúde mental da criança nesse sentido.

O diálogo ainda é o carro chefe neste sentido, conversar com a criança sobre seus sentimentos e emoções é de vital importância para que ambos estejam atentos a sinais de estresse e ansiedade, bem como a qualquer coisa que possa vir a afetar a saúde mental da criança.

Qual o pior tipo de ansiedade?

O pior tipo de ansiedade é a sua. Não tente comparar quadros com outros pacientes ansiosos, sempre a sua condição será a mais difícil e complicada. Mas não é bem assim, cada um sente de uma forma e a grama do vizinho é sempre mais verde, então não tente usar o mesmo “remedinho” da sua amiga, procure um profissional que irá avaliar você, de acordo com sua situação, com sua vivência e com a sua singularidade.

Lógico que há os mesmos sintomas, mesmos sinais que outras pessoas possam vir a sentir, mas as causas e efeitos disso tudo na sua vida é completamente único. Você já deve ter visto nas redes sociais a palavra “resiliência”. Pois bem, ela é a chave para essa virada de página. Pessoas resilientes são aqueles que conseguem se adaptar a novas realidades, novas situações com o menor dano possível. E claro, isso precisa ser exercitado.

Quem sofre com a ansiedade vive o amanhã constantemente. Esquece-se de viver o hoje e nunca pensa no ontem. A ansiedade é um excesso de futuro, e todo excesso faz mal. Você já pensou em quantas vezes pensou que algo daria errado e não deu? Pense em quantas vezes você gastou uma energia e sofreu antecipadamente por algo que nem aconteceu de fato. A ansiedade não lhe permite ver o hoje, e muito menos pensar nas coisas boas que há ao redor. 

A ansiedade, para muitas pessoas, vira uma companheira da vida. Mas não precisa ser assim, você não precisa sofrer todos os dias pelo amanhã ou por medo de tudo que possa dar errado algum dia. Comece a ver-se com carinho hoje, e comece por você. Não precisa mudar tudo, mas comece mudando uma coisinha pequena de cada vez, e a minha primeira sugestão é: agende uma consulta com um/uma psicólogo/psicóloga hoje. 

Mirele Melo Melo
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