Saúde

Pandemia, é preciso aprender a viver neste tempo

Reflexões de atitudes neste tempo de Pandemia

Estamos vivendo no meio da Pandemia Corona vírus, pessoas estão adoecendo, o medo está assolando a vida das pessoas em todo mundo.

Está sendo mencionado a importância do cuidado com a saúde mental, porém é mesmo possível cuidar da saúde mental em meio ao medo e pavor?

Como profissional da saúde, digo que este é o grande desafio, desenvolver o autocuidado emocional e somar na vida de outras pessoas.

De acordo com o que está acontecendo, a Terra está falando através da natureza (alterações climáticas e desastres naturais, por exemplo), a economia está afetando a todos e o medo atingindo vidas. Com tudo isso, as pessoas precisam conectar-se com novos hábitos. 

É tempo de aprendizagem imediata sobre a oportunidade de ousar na arte de viver em meio ao caos.

Como cidadã brasileira, meu coração arde por vidas e ando refletindo: há dez anos os professores nas universidades mencionavam sobre o aumento dos sintomas depressivos. Conforme Etapechusk e Fernandes (2018), a depressão é avaliada como um dos modos de adoecimento mais representativos da sociedade contemporânea.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) a considera como “epidemia silenciosa” ou ainda “o mal do século XXI”. Ainda de acordo com a OMS (2008), principal entidade internacional que lida com a saúde, a depressão é a principal causa de incapacidade, nesse sentido afirma que neste o ano de 2020 constituirá a segunda maior causa de afastamento do trabalho por incapacitação social no mundo.

Estamos no início da década de 2020 e já estamos vendo o aumento de crises de pânico, ansiedades e tristeza em todo o mundo, irritabilidade aumentando, culpa, frustrações, autocobrança, etc.

Entretanto, meu objetivo aqui não é ficar focada em olhar o caos da tristeza que está inundando nossas vidas, mas contextualizar toda a situação deste momento: houve o aumento do stress, bombardeado através das circunstâncias extrínsecas (agitação com a quarentena, medo de faltar alimentos, medo de perder o emprego, medo de contrair a doença Corona vírus e morrer, medo de familiares morrerem, etc.).

Como disse um familiar: estamos vivendo em contenção de guerra, guardando, porque não saberemos como será o futuro. Sem falar das influências intrínsecas (as próprias cobranças internas, preocupação excessiva).

Afinal, por que o stress está relacionado à depressão?

Saibam que antes de desencadear o sintoma depressivo, inicia o sintoma de stress, que influenciará na ansiedade, tendo a possibilidade de evoluir mais e mais. Caso não seja tratado, gera-se os sintomas depressivos.

Diante desse ponto de vista, quero informar um pouquinho o que significa o stress. 

Uma das pesquisadoras no Brasil, a psicóloga Lipp, descreve:

O stress é uma reação que possui componentes físicos, psicológicos, mentais e hormonais que pode se desenvolver frente a situações que representem um desafio para o indivíduo. Devido à ação perfeitamente integrada do stress sobre todo o organismo humano, seus sintomas podem ter uma caracterização somática ou psicológica. (LIPP, 2003).

Infelizmente, o stress está contagiando as pessoas no mundo, tanto crianças, como adultos. Os dados estatísticos mostram que o Brasil está no ranking mundial dos países que mais apresentam stress.

Para a representação brasileira da Associação Internacional de Manejo do Estresse (ISMA), 72% dos brasileiros que estão no mercado de trabalho sofrem alguma sequela ocasionada pelo estresse (AMENDOLA & CAMBRICOLI, 2019). 

É uma preocupação mundial em relação à saúde. Nós, brasileiros, precisamos começar a olhar com mais atenção para nosso dia a dia, conhecer os fatores que geram o stress. Os traumas potencializam o stress.

Com a pandemia, pessoas que já passaram por situações de traumas, falência, perdas, podem estar vivenciando um aumento maior de preocupação, sentimento de desemparo, angústia.

Trauma: desagradável experiência emocional de tal intensidade, que deixa uma marca duradora na mente do indivíduo. Os psiquiatras acreditam que as experiências traumáticas ocorridas na infância levam às vezes sintomas neuróticos posteriores (www.dicio.com.br).

Já falamos muito sobre o estresse, contudo, como falei anteriormente, depressão e stress estão relacionados. Deste momento em diante quero aqui é estimular uma reaprendizagem prática e focada para vencer este tempo delicado.

Que tal cuidarmos agora da nossa saúde emocional para aumentar seu sistema imunológico?

Segundo John Fitzgerald Kennedy, “a mudança é a lei da vida”. Aqueles que confiam somente no passado ou no presente estão destinados a perder o futuro.

Quando executamos atividades agradáveis estamos estimulando os hormônios de bem-estar. É tempo de desenvolver aprendizagem emocional. Nosso olhar não pode ficar focado apenas no Covid-19, a reaprendizagem emocional, potencializar novas habilidades cognitivas.

Algumas dicas para a aquisição de habilidades para o desenvolvimento pessoal e social

É tempo de quarentena, conforme a frase acima, momento de novos hábitos, habilidades para o desenvolvimento pessoal e social:

  1. Olhe para você.
  2. É importante expressar seus sentimentos e angústias, uma recomendação: faça um diário para escrever colocar os sentimentos e angústias.
  3. Este é um tempo de aprendizagem e novos hábitos para isso são: 
  • Inicie seu dia separando momentos para devocional matinal, meditar.
  • Coloque uma música relaxante no seu despertador para acordar.
  • Organize seus horários para diversificar as atividades diárias.
  • Posicione a prosseguir. Será uma luta diária com os pensamentos negativos que tentaram assolar suas memorias para interromper seus processos, porém é possível, estamos juntos para somar. Quando vier os pensamentos negativos, busque encontrar, combater e o desafio questionar o pensamento é relevante está negatividade? Quais são as possibilidades para executar agora?
  • Aprenda a dizer não para o desânimo, tenha atitude.
  • Redecore sua casa, para fortalecer um ambiente de amor, aceitação e segurança.
  • Busque apreciar os pequenos detalhes do seu dia a dia.
  • Diminua o açúcar, carboidratos, cafeína, para não aumentar os sintomas de ansiedades.
  • Movimente-se em sua casa.
  • Conecte com as pessoas que estão em seu lar, para aproximar, demostrar carinho.
  • Tenha um tempo de diálogo com seus familiares.
  • Elabore um projeto de ações para executar na sua vida profissional.
  • Administre seu tempo com qualidade.

Compreendo que falar de atitude neste tempo é um grande desafio, porém é necessário desenvolver o autocuidado emocional para aumentar o sistema imunológico e potencializar os hormônios de bem-estar: serotonina, oxitina, etc.

Enfim, caso você se sinta desamparado(a) sozinho(a) é um bom momento para fazer psicoterapia online. Hoje em dia, este tipo de modalidade de atendimento é bastante eficaz no desenvolvimento pessoal. Alem de ser, neste tempo de quarentena, uma possibilidade de estar sendo amparado e cuidado. Para maiores informações, envie-me um e-mail.

 

Referência Bibliográfica:

AMENDOLA, Gilberto; CAMBRICOLI, Fabiana. Estresse no trabalho vira doença, afirma OMS. D

Disponível em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2019/05/28/ estresse-no-trabalho-vira-doenca-afirma-oms.htm. Acesso em 15 nov. 2019.

FIGUEIRA, Ivan; MENDLOWICZ, Mauro. Diagnóstico do transtorno de estresse Diagnóstico do transtorno de estresse pós-traumático. Revista Brasileira de Psiquiatria. v. 25(Supl I). Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Rio de Janeiro, RJ. 2003.

RIBEIRO, Gastão. As Novas Abordagens no Tratamento de Depressão. Apostila do Curso Novas Abordagens no Tratamento de Depressão. Espaço Trauma, Curitiba, 2018.

Ana Paula Purcino Pellenz CRP 8/15629.

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