Luisa Evangelista Vieira Prudêncio

Luisa Evangelista Vieira Prudêncio

Olá, Seja bem-vinda (o)! Me chamo Luísa, tenho 29 anos, nasci e cresci em Florianópolis e vivi em outros lugares, para trabalhar e estudar - em Buenos Aires, na Bahia e no Rio de Janeiro. Me graduei em psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 2016. Em seguida, participei de um curso de formação intitulado “como lidar com os efeitos psicossociais da violência” pelo Centro de Estudos em reparação psíquica (CERP-SC). Em 2020 concluí a minha pós-graduação em psicologia a nível de mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atualmente aprofundo meus estudos clínicos, através da abordagem psicanalítica, pelo Laço Analítico Escola de Psicanálise (LAEP-SC), também por meio de estudos contínuos, análise pessoal e supervisão clínica. Há dez anos, desde que iniciei o curso de psicologia, pude estudar e viver na prática diversos campos de atuação, onde a escuta se fez presente como possibilidade de acolhimento e reconhecimento. Na educação, na rede pública de saúde e assistência social e em projetos sociais aprendi uma psicologia crítica aos sistemas de opressão. Nestes contextos marcados muitas vezes pela violência, pelas potencialidades, pela vida e pelas resistências culturais, aprendi uma psicologia que entrelaça a dimensão macro e micropolítica, através dos processos subjetivos e coletivos. Escutar deste lugar, é compreender a maneira pela qual o território atravessa os corpos, e como os corpos criam saídas, tecem redes, rompem estruturas a partir de suas singularidades. A construção da minha escuta clínica, portanto, parte da complexidade da vida humana e dos diferentes campos de atuação da psicologia. Nos últimos cinco anos venho desenvolvendo minha trajetória como psicóloga clínica através do consultório particular com adolescentes e adultos. Bem como, enquanto psicóloga social, em Organizações não governamentais (ONG Autonomia; GAPA - Grupo de apoio a prevenção do HIV e da AIDS) no campo da inclusão; de gênero e sexualidade e saúde mental, com atendimentos individuais e em grupo, acolhimento e rodas de conversa. Há dez meses, venho realizando o atendimento clínico online e mais recentemente. um trabalho em conjunto com a Secretaria de Estado de São Paulo atendendo escolas da rede pública. Acredito que muitas vezes nos acostumamos com a solidão do sofrimento, vivendo as dores em silêncio e sozinhos. Nos acostumamos com lugares apertados e aparentemente quentinhos, mas muito desconfortáveis. Naturalizamos padrões nas nossas vidas, sem perceber as repetições como parte do nosso próprio funcionamento. Esquecemos. Reforçamos cada vez mais nossos ideais a serem alcançados e por isso vivemos em um constante estado de frustração e autoexigência. Vivemos perdas, traumas, dores e não falamos o suficiente sobre eles, deixando-os mal elaborados em algum lugar da nossa psiquê. Vivemos adoecidos tentando responder demandas externas, sem nos darmos conta de que estamos negligenciando nossos desejos, limites e necessidades. Aprendemos a fugir dos sentimentos difíceis, negando ou querendo nos livrar deles através de saídas e respostas milagrosas. Adoecemos em uma cultura que parece um espelho de imagens ilusórias da perfeição, que parece acelerar o tempo e exigir um alto desempenho cada vez mais próximo de uma máquina e cada vez mais presente em todas as dimensões da vida. Nesses anos em que pude acompanhar diversos processos através da clínica, testemunhei a importância de cada um escutar aquilo que só ele sabe sobre si, no seu próprio tempo, com o manejo de alguém capacitado para isso. A depressão e ansiedade, por exemplo, são vozes que precisam falar, gritar, chorar e terem tempo e espaço para deixar fluir o que costuma ser estancado e muitas vezes não reconhecido por si ou pelo outro. Um trabalho de reconhecimento daquilo que já não faz mais sentido. E a partir disso fazer novas conexões subjetivas que possibilitem reconstruir vínculos mais interessantes e saudáveis com a vida. É por isso que a escuta psicanalítica está implicada com a ética do desejo, pois tenta desfazer as cascas dos padrões familiares, sociais e culturais que universalizam e homogeneízam as possibilidades de cada sujeito e história. cascas que constituímos a partir das fantasias e dos padrões pelos quais nos subjetivamos. Desfazer cascas - duvidar de certezas muito bem estabelecidas; experimentar outros ângulos; sentir e observar o mesmo fenômeno por outros lugares; descobrir o estranho no que é familiar e o familiar no que parece estranho - muitas vezes, alarga as nossas possibilidades e permite que o desejo abra caminho. É a partir das próprias marcas da nossa experiência que podemos, assim, reinventar algo a partir do que vivemos, experimentar outras posições, ampliar as possibilidades de encontro e percepção de si, do outro e do mundo. Estou à disposição para conversar e tirar dúvidas sobre o espaço do atendimento, e acompanhar o seu processo, caso faça sentido para você. Um abraço, Luísa
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