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Depressão: sintomas, causas e tratamentos – tudo que você precisa saber

As verdades e mitos sobre o chamado "novo mal do século"

A depressão é considerada o mal do nosso século. O Brasil, por exemplo, é o segundo país mais depressivo do mundo!

Além disso, aumenta a cada dia o número de pessoas diagnosticadas com depressão. E a quantidade de profissionais afastados por transtorno depressivo nunca esteve tão alta. É muita gente sofrendo!

Não adianta fechar os olhos: o problema está aí.

Por isso, é fundamental a apresentar informações corretas e relevantes, que levem à conscientização da sociedade sobre esse transtorno mental e como é importante entendê-la para cuidar.

E como conhecimento é poder, preparamos um artigo completo sobre a doença para ajudar na prevenção, tratamento e, principalmente, na diminuição do preconceito.

Precisamos falar sobre depressão!

Mas o que é depressão?

Antes de tudo, é necessário entender o que é essa doença. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), o transtorno depressivo é caracterizado por mudanças no afeto, cognição e nas funções cerebrais.

Para ser considerado depressão, essas mudanças devem ocorrer por mais de uma vez e com duração mínima de quinze dias.

Embora seja muito conhecida pela tristeza profunda, a depressão também envolve outros comportamentos que precisamos dar atenção.

Por conta disso, não é raro que a tristeza seja confundida com o transtorno depressivo. Por mais que ela seja, sim, um dos principais sintomas, sentir-se triste nem sempre significa depressão.

Dessa forma, o diagnóstico correto deve ser feito sempre por um profissional, mas alguns dos sinais considerados são:

  • perda de interesse ou prazer pela vida;
  • agitação;
  • diminuição da concentração;
  • perda ou ganho excessivo de peso;
  • humor irritável;
  • explosões de raiva recorrentes.

Portanto, com o aumento dos casos de depressão em todo o mundo, os Órgãos de Saúde concentram esforços para informar as pessoas sobre essa condição.

Assim, o primeiro passo é reconhecer o problema e divulgar esse conhecimento científico, sem achismos sobre o tema, para superar preconceitos e barreiras.

As pessoas precisam se sentir acolhidas e, principalmente, compreendidas para buscar e até mesmo aceitar ajuda.

Então, como diferenciar tristeza e depressão?

A tristeza é um sentimento pontual que acontece diante de uma situação difícil, apresenta melhora com o passar dos dias e não chega a comprometer a nossa rotina.

Ao contrário disso, a depressão não melhora simplesmente com o passar do tempo. Os sintomas se mantêm por períodos longos e influenciam fortemente nas atividades cotidianas da pessoa.

Portanto, vale destacar que existem vários tipos de transtornos depressivos, devendo cada caso ter uma análise separadamente.

Quais são os tipos de depressão?

Transtorno da desregulação do humor

Diferente dos outros tipos de depressão, esse tem como principal sinal a alteração de humor, principalmente o estado de irritabilidade crônica.

Entre os sintomas, há o humor que permanece irritável e explosões de raivas constantes.

Dessa forma, o diagnóstico é feito entre os 6 e 18 anos de vida, portanto, esse é um tipo de depressão que afeta crianças e adolescentes.

Depressão maior

Essa é a depressão mais conhecida pela população.

Os sintomas incluem humor deprimido frequente, perda de interesse pelas atividades da vida, mudanças significativas no peso, alterações no padrão do sono, entre outros.

Na depressão maior, esses sintomas trazem prejuízos para a vida profissional e social das pessoas.

Assim, se diferencia dos períodos de tristeza normais do ser humano.

Transtorno depressivo persistente

Esse tipo também é chamado de Distimia.

O diagnóstico acontece quando a pessoa apresenta sintomas da depressão maior por mais de dois anos (ou um ano, no caso de crianças e adolescentes), e durante esse período a pessoa não passa mais do que dois meses sem os sintomas.

Nesse caso, os sinais da depressão podem ser mais leves, mesmo que persistentes.

Assim, é comum que as pessoas se acostumem com o que sentem e passem a considerar o mau humor e a baixa energia como partes de sua personalidade, tornando mais difícil reconhecer a doença.

Depressão pós-parto

Muitas mulheres enfrentam forte tristeza e sentimentos negativos durante a gravidez, principalmente nos primeiros meses do seu bebê.

Dessa forma, o cansaço, a exaustão e a ansiedade são sentimentos comuns às mães no pós-parto, mas, em quadros de depressão, a função materna fica comprometida, e a mulher tem muita dificuldade para exercer as atividades de cuidados com o bebê.

Transtorno infantil: um importante olhar

Ao contrário de adultos, crianças não conseguem expor seus sentimentos, e por isso a depressão se manifesta de uma maneira diferente.

Por conta disso, é importante ficar atento ao comportamento da criança, a fim de identificar algo fora do comum, como a perda de interesse, de concentração em atividades que costumava se interessar, agressividade não justificada, dentre outros sinais.

Dessa forma, a depressão infantil pode se manifestar por influência de fatores genéticos, ambientais e da natureza psicológica da criança, como exemplo a separação dos pais, mudança de escola ou de cidade.

(O questionário não deve ser considerado como um diagnóstico, apenas como uma orientação dos níveis dos sinais. Nesse caso, sempre é recomendado consultar um profissional capacitado para uma avaliação completa.)

Como identificar a depressão?

Para receber esse diagnóstico, procure um profissional da saúde mental: psicólogos ou médicos psiquiatras.

Você não deve diagnosticar a si mesmo e muito menos se automedicar.

Para isso, o tratamento contra a depressão é delicado e o profissional competente que vai acompanhar o processo.

Alguns sinais podem servir de alerta para você procurar auxílio e investigar a possibilidade de depressão, e os sintomas podem ser tanto psicológicos quanto físicos.

Assim como no plano emocional, a depressão pode envolver tristeza, sentimentos de indiferença, irritação, ansiedade, angústia, baixa autoestima, comportamentos compulsivos, pensamentos pessimistas, falta de esperança e ideias suicidas.

O que pode causar a depressão?

Assim como muitos transtornos emocionais, a depressão não tem uma única causa específica.

Muitos fatores podem influenciar no desenvolvimento do problema, como questões genéticas, aspectos da história de vida da pessoa e situações sociais, econômicas e/ou políticas.

Além da predisposição genética, outras condições físicas podem aumentar o risco de desenvolver depressão, como por exemplo:

  • Pessoas que enfrentam doenças crônicas ou problemas de saúde complexos, como o câncer ou a AIDS;
  • Pessoas que abusam de medicamentos ou drogas;
  • Grupos minoritários e que sofrem violência física ou psicológica;
  • Crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual ou de fenômenos como o bullying;
  • Homossexuais, indígenas, mulheres, prisioneiros e pessoas vítimas de situações de guerra.

Além disso, traumas e situações da história de vida de cada um pode afetar a saúde mental e impulsionar uma depressão.

Outras causas

Pessoas que trabalham além do período, vivem rotinas muito estressantes, cuidam de um familiar doente, enfrentam um grande luto ou passam por crise financeira, também podem acabar desenvolvendo o transtorno depressivo.

Além disso, alguns fatores comportamentais aumentam o risco de depressão. Fique atento a eles e evite: alimentação desregulada, excesso de peso, sedentarismo e abuso de cigarro, álcool e outras drogas.

Para prevenir o transtorno depressivo e outras doenças físicas e emocionais, buscar uma rotina saudável e ter qualidade de vida são fatores muito importes.

Como tratar o transtorno?

A melhor forma de tratar a depressão é buscar atendimento de qualidade.

Comece procurando um psicoterapeuta. Se ao conversar, ele considerar indispensável a utilização de remédios, vai indicar também atendimento psiquiátrico.

Não são em todos os casos de transtorno depressivo que precisa de medicamento, mas podem ser fundamentais para ajudar a pessoa a lutar contra o problema.

Há diversos antidepressivos disponíveis, como Rivotril e Fluoxetina, que geralmente eles trabalham para regular a química cerebral e aumentar a disposição e energia.

Muitas vezes eles são necessários para que a pessoa consiga aderir ou prosseguir com o tratamento psicoterapêutico, mas não focar apenas na medicação, pois é na terapia que as raízes da depressão serão tratadas efetivamente.

Assim, para fortalecer os efeitos do tratamento, é muito importante que a pessoa faça mudanças significativas na sua rotina.

Algumas dicas para lidar com a depressão

Diminuir o fluxo de trabalho, praticar exercícios físicos, melhorar a alimentação, desenvolver hobbies e largar vícios são exemplos de comportamentos que agregam qualidade de vida e ajudam a superar a depressão.

E para lutar contra o aumento de casos de depressão no Brasil e no mundo, o primeiro passo é a informação de qualidade.

Por isso, se você se identifica com os sintomas ou tem algum conhecido passando por isso, marque uma consulta com um psicólogo.

Contatar um profissional em saúde mental é o melhor caminho para se cuidar!

E então, você está se perguntando se tem transtorno depressivo? Responda esse questionário de ansiedade e depressão!


REFERÊNCIAS

Brasil é o segundo país com mais deprimidos do mundo.

Beck, Aaron T., and Brad A. Alford. Depressão: causas e tratamento. Artmed Editora, 2016.

Brito, Isabel. “Ansiedade e depressão na adolescência.” Revista Portuguesa de Clínica Geral 27.2 (2011): 208-214.

Bhowmik, Kumar, Srivastava, Paswan & Dutta. Depression: Symptoms, Causes, Medications and Therapies, 2012.

Delouya, Daniel. Depressão. Vol. 5. Casa do Psicólogo, 2000.

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2 Comentários

  1. Já trabalhei com projeto de segurança contra pânico em locais abertos ao público.
    Médico apoia e tem apoio e impulso da industria e das 56 especialidades e, no país, da crença exagerada na propaganda.
    Pelo o que eu sei, a psicologia no momento não vende tanto assim.

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