Desenvolvimento pessoal

Será que está na hora de fazer terapia?

Será que está na hora de fazer terapia?

Você já se fez esta pergunta? Então leia este texto! Ele pode ser bem útil a você!

As redes sociais estão cheias de frases de impacto que parecem fazer muito efeito para ajudar as questões da vida… Será?

Essas frases fazem a gente pensar, mas não refletir. E qual a diferença entre uma coisa e outra? A diferença é quando “penso sobre” estou mais no campo das ideias mais externas, ou seja, na vida e não necessariamente na minha vida, mas quando reflito entro na possibilidade de ir para o campo interno, ou seja, o quanto aquilo faz eco em mim ou do quanto acolho isso que li e vinculo com a minha história pessoal.

Deste modo, ler as frases podem não impactar além do que ver a beleza contida na citação. E digo isso, não porque não goste dessas frases, aliás, gosto até bastante, porque vejo uma enxurrada de emoções e vivências expressas ali, mas, apesar de gostar (e confesso!) até postar elas não tem o poder curativo necessário ou desejado. 

Assim, quando navegamos nas redes sociais e lemos coisas bonitas podemos estar à procura de respostas quase que mágicas para situações que são verdadeiros imbróglios e sem aparente possível solução, as velhas chateações continuam martelando a mente… Situações que incomodam, tiram o equilíbrio, trazem impacto, paralisam e aparentemente parecem tão ter nenhuma solução.

É assim que você está? Já fica até sem graça de novamente acionar os amigos que já te ouviram milhares de vezes sobre a perda da pessoa que você ama ou sobre as dificuldades de relacionamento com seu chefe, sua sogra, seus filhos, seu vizinho…enfim, já falou tanto sobre a mesmas coisas que se sente repetitivo e a sensação de estar sem saída te maltrata?

Mesmo assim você vai a mais uma rodada no bar com bons amigos e faz da “resenha” da noite um muro de lamentações: família de sangue parece um fardo, você precisa tomar uma decisão e não consegue, você ama demais e nesse movimento acaba destruindo a relação que deveria ser uma construção, seu filho adolescente parece um desconhecido, sua filha casou e você está se sentido perdida e sem utilidade…nossa que pesado! 

Ou não, você não é do perfil de sentar no bar com amigos, prefere o isolamento, afinal, acha que pode resolver tranquilamente seus problemas e questões, mas será que sozinho é possível? Depende. Será que você vai conseguir fazer as perguntas necessárias a si mesmo? Vai conseguir sentir-se aliviado? Aí no seu isolamento você devora toda a geladeira, passeia pela casa, olha seu cachorro que magneticamente sente sua aflição e sem recursos para te ajudar além do olhar carinhoso e do afago de uma lambida, você se deprime por perceber que existem coisas difíceis de entender e que de fato a solidão não dá conta de resolvê-las.

Pois bem, existem mil motivos para você separar um espaço na agenda, e pelo menos 1 vez na semana parar e focar em refletir sobre sua vida, seus comportamentos e seus movimentos, olhar o que está fora de ordem, o que precisa de decisão, solução e posicionamento.

E porque refletir no consultório é melhor do que refletir na mesa de bar com amigos queridos?  Eles são tão parceiros, tão especiais! Então aqui vão alguns motivos importantes:

  • Os nossos amigos têm envolvimento emocional com a gente, já um psicólogo, sendo neutro, consegue ver e te ajudar a ver sob outras óticas as suas questões.
  • Nossos amigos, se forem passionais te trarão soluções fechadas mais, radicais, com foco na ação imediata e emocional. Se forem mais retraídos trarão soluções nessa postura com algo mais blasé, enfim, nas melhores intenções cada um vai trazer o seu próprio repertorio de soluções, mas você, como autor da sua história, precisa ter as rédeas da situação, assim nada melhor do que rever e checar o que você vai fazer com essas suas questões, só você tem a proporção exata do seu incomodo, delegar ao outro pode ser desastroso.

Ah, mas você sempre achou que “terapia é coisa pra maluco”. Bem, as estatísticas da OMS (Organização Mundial de saúde) apontam para um adoecimento crescente de saúde emocional. Não estou dizendo que estamos todos doentes, mas que existe um ritmo acelerado dessas patologias. O ritmo da vida atual, as pressões de todos os tipos, estão contribuindo muito.

Que bom seria se antes do adoecimento instalado as pessoas buscassem ajuda terapêutica! No mínimo teríamos mais equilíbrio nas relações. Precisamos entender que assim como vamos ao médico e tratamos do corpo físico precisamos tratar da alma. Apesar de você não enxergar a alma ela está aí preenchendo seu corpo! Existem amarras emocionais que se não tratadas emperram nossos sonhos, culminam em doenças físicas.

Hoje já se acredita que mais de 90% das doenças físicas são provenientes de questões emocionais como perda, culpa, falta de perdão, baixa autoestima, solidão, ressentimentos, dentre outros. E quem de nós não tem ou está com uma dessas questões? Sei que você acabou de pensar “ah, então todos precisam de terapia?” A minha resposta é sim!

Dentro da lógica da saúde contida em ter um espaço reservado semanalmente para pensar em você, na vida que está levando a resposta que sim todos nós precisamos de terapia encaixa muito bem! Agora existem momentos cruciais que não se pode adiar, por exemplo, quando entramos em luto pela perda de alguém querido, a vida fica paralisada, quando as angústias persistem, os objetivos de vida parecem perdidos ou mesmo se você não consegue perdoar ao outro ou a si mesmo ou a vida parece com menos cor, então a “sirene está ligada”!

Como uma ambulância que leva o paciente correndo, assim está você precisando com urgência de apoio. 

Pois bem, se você chegou até aqui nessa leitura, acredito que você está pensando em ir ao psicólogo, então se permita a experiência e abra-se para a possibilidade de marcar hoje mesmo com um psicólogo, pois uma alma adoecida, adoece o corpo físico. 

Faça seu check-up emocional e faça disso uma prática saudável.

Com afeto e saúde emocional

Silvia Siqueira Mendes

Silvia B. de L. Siqueira Mendes A.
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