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Fevereiro Roxo

O que é Fevereiro Roxo?

É o mês escolhido para a conscientização sobre as doenças de Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia.

Embora sejam doenças diferentes, sua causa e o motivo por que se iniciam é inconclusivo, todas apresentam sintomas que debilitam o paciente em sua vida cotidiana e as três não têm cura. O lema da campanha é “se não tem cura, que haja conforto”.

O ministério da saúde lança esta iniciativa com o objetivo de educar a população para o diagnóstico precoce.  As estatísticas mostram que quanto antes estas doenças forem detectadas, melhor a possibilidade de tratamentos.

A prevenção, portanto, pode trazer um pouco mais de qualidade de vida para os que sofrem destes males.

A área da psicologia entra no apoio ao sofrimento emocional que essas doenças causam tanto ao paciente quanto à sua rede de apoio. Doenças debilitantes, quer sejam neurológicas ou por imposição de dores musculares, trazem para o paciente muito sentimento de impotência, solidão e raiva.

Já na família o despreparo para lidar com estas doenças, pode piorar ainda mais o quadro que já é muito debilitante. Logo, educação e acolhimento são as maiores ferramentas para o manejo de doenças debilitantes, sem causa aparente.

Algumas informações importantes

Alzheimer

Surgido nas ultimas década com o aumento da longevidade, geralmente, se manifesta a partir dos 60 anos de idade, provocando perda da capacidade cognitiva, da memória, e demência. A doença não tem cura.

Sua causa é desconhecida, mas acredita-se que seja geneticamente determinada em 10% dos casos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o Alzheimer afeta cerca de 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo, número que deve dobrar em 2030. No Brasil, o cálculo da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) é de que 1,2 milhão já sofram os efeitos da neurodegeneração.

A doença possui as fases leve, moderada e grave. A perda da capacidade das atividades diárias é o que determina em qual delas o paciente está. A partir do diagnóstico, a sobrevida média oscila entre 8 e 10 anos. 

De todas as faculdades que o Alzheimer retira da vida do paciente e da família, quero falar aqui sobre a perda da autonomia.

A perda da capacidade de comer, escovar os dentes, controlar as necessidades, etc., soma-se a uma confusão mental onde memorias do presente e do passado se confundem e aos poucos deixam de existir.

O paciente começa ser “controlado” pela família. A família começa a cuidar de seu ente querido que até outro dia era autônomo e que em sua maioria ocupava o papel de cuidador. Essa inversão de papeis e a perda parcial e depois total da autonomia gera muito sofrimento emocional.

Para prevenir o desenvolvimento da demência, é necessário adotar hábitos de vida saudáveis durante a vida toda, tais como a pratica de exercícios físicos, uma alimentação saudável, variada e o mais natural possível, atividades como dança, jogos de tabuleiros e palavras cruzadas que trabalham áreas especificas do cérebro.

Lúpus

Considerada uma doença inflamatória autoimune, ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo por engano e pode afetar diversos órgãos e tecidos do corpo, como: pele, articulações, rins e cérebro.

Em casos mais graves, especialmente se não for tratado adequadamente, pode levar à morte.

Ainda não se sabe, ao certo, qual a sua causa, nem o que faz com que o sistema imunológico volte-se contra os tecidos saudáveis do corpo.

Pode ocorrer em pessoas de qualquer idade e sexo, principalmente entre 20 e 45 anos. Normalmente, a pessoa descobre que tem lúpus após uma crise desencadeada por algum desses fatores:

  • Exposição à luz solar de forma inadequada e em horários inapropriados;
  • Infecções que podem iniciar o lúpus ou causar uma recaída da doença;
  • Uso de alguns antibióticos e de medicamentos usados para controlar convulsões e pressão alta.

Geralmente durante a etapa de investigação, quando o paciente ainda não sabe o que está acontecendo, leigos e médicos investigam doenças mais mortais como, por exemplo, o câncer.

A expectativa do diagnóstico e depois o manejo com o pouco conhecimento que ainda existe, assustam pacientes e familiares. A dica é ficar bem atento aos sintomas da doença.

“O que mais chama atenção é o aumento da sensibilidade da pele ao sol, vermelhidão em áreas expostas à luz solar, assim como o aparecimento de manchas e placas vermelhas pelo corpo”, informa o RTD de Reumatologia.

Fibromialgia

A fibromialgia é uma doença reumatológica, que acomete por volta de 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres adultas, conforme dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

A principal característica é o aparecimento de uma dor muscular crônica e generalizada, acompanhada de sintomas como fadiga, alterações de sono, na memória e no humor.

“Há um aumento da sensibilidade da dor. É como se a pessoa perdesse uma espécie de analgésico natural do organismo para não sentir dor o tempo todo. Como reduz a produção dessa substância, a pessoa sente dor espontânea, de vários tipos e espalhado pelo corpo”, explica Rodrigo Aires.

Por ser uma doença que acomete mulheres e, por causa dos sintomas, as pacientes além de terem que lidar com as crises que são extremamente debilitantes, acabam sendo vítimas de comentários sexistas e muitas vezes descriminadas por amigos, familiares e no trabalho.

Buscando Ajuda

Se você ou qualquer membro da sua família se encaixam nessas sintomas descrito acima, busque ajuda nas UBS – Unidades Básicas de Saúde da sua região ou busque seu médico de confiança. Não se automedique e busque apoio psicológico para conversar, compreender e aceitas os sintomas e suas limitações.

Além do tratamento médico é importantíssimo um acompanhamento psicológico. Onde existe dor tem que poder existir acolhimento.

Existem grupos de apoio emocional e psicológicos no Facebook e Instagram para pacientes e familiares podem conviver com estas doenças, bem como associações devidamente organizadas. O lema é não passar sozinho. A equipe do Psicologia Viva possui profissionais habilitados e com experiência no acompanhamento familiar e dos pacientes.

Vale lembrar que terapias complementares são fortes aliadas no acompanhamentos do tratamento psicológico tais como, reik, massagem, auriculoterapia, constelação sistêmica familiar, dentre outras.

 

Sobre Mim:

Beatriz é Administradora de empresa e Psicóloga, Consteladora Sistêmica Familiar e especialista em trabalho com grupos. Desde 2007 acompanha sua mãe em uma casa de repouso terapêutico onde a maioria dos pacientes possuem Alzheimer. A casa conta com uma equipe multidisciplinar e possui uma psicóloga na equipe. 

 

Fonte:

Site da Secretaria de Saúde do distrito federal BR

Disponível em http://www.saude.df.gov.br/fevereiro-roxo-conscientiza-sobre-alzheimer-lupus-e-fibromialgia/

ABRAZ – Associação Brasileira de Alzheimer

http://abraz.org.br/web/

Associação Brasileira Superando Lúpus

https://lupus.org.br/site/nucleos-e-grupos-de-apoio/

Beatriz A. Canesin M do Carmo
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