Desenvolvimento pessoal

Como usar a inteligência diante do medo na atualidade

O medo é uma emoção de proteção

O medo é uma das emoções que existe no organismo humano, geralmente quando o indivíduo se vê diante de uma ameaça à vida, e que o impele de lutar para viver, para sobreviver.

Daí ocorre várias respostas fisiológicas e começa a existir reações comportamentais de proteção àquela situação.

O medo tem um objetivo, ele é muito concreto, existe algo, mesmo que seja somente na imaginação, no pensamento, mas, se refere a uma coisa material. Podemos decifrá-lo como negativo, e também positivo, como assim? É disto que vamos falar aqui.

Podemos fazer uma pergunta: por que sinto medo? Você mesmo pode responder: porque sou um ser humano, e todos nós seres humanos sentimos medo. Portanto, o medo não é totalmente ruim. Porque todas as emoções são nobres, fazem parte do organismo e da vida do “homem” (gênero e não sexo).

Fisiologia do Medo

Existe um sistema no organismo humano chamado de Límbico, localizado na parte medial do cérebro, formado por células nervosas, chamadas de neurônios, que é responsável por controlar as emoções (medo, raiva, alegria, tristeza, etc.), o aprendizado e a memória. 

Ao sentir qualquer dessas emoções, o cérebro recebe a informação, passa ao sistema límbico e através dos neurônios ocorre uma transformação no corpo do ser humano. Há uma produção e eliminação de substâncias como a Adrenalina, Noradrenalina, Cortisol, que são responsáveis por sinais e sintomas como taquicardia, palpitação, aumento da respiração (ofegante), sudorese, diarreia e outros.

Dependendo de cada indivíduo, pode levar ao stress, ansiedade, depressão e outros distúrbios psíquicos.

Existe três comportamentos diante de uma ameaça do medo em si

  1. Fuga – é um grande impulso, diante de uma ameaça, como exemplo muito rotineiro, estão os animais ferozes, alguém ou algo que nos remete a preconceitos ameaçadores, muitas vezes de experiências anteriores. Fugir, se distanciar da ameaça. Ir para outro lugar.
  2. Enfrentamento ou luta – o organismo se prepara para enfrentar, em direção à ameaça para anulá-la.
  3. Ficar paralisado – fingir-se de morto, como se estivesse em estado de choque, não emite reação alguma. Ficar ao acaso dos acontecimentos.

Na verdade, é difícil saber com precisão o comportamento que vamos ter diante de uma ameaça, até passar por ele. 

O medo na situação atual

A situação vivenciada atualmente, muitas vezes pioneira para muitos, requer de todos um cuidado solidário, para se concretizar de forma exitosa ou quiçá próximo do ideal, para evitar adoecimento da população.

Porém, perpassa-se por inúmeras variáveis, porque depende de instâncias hierárquicas dentro do universo da intervenção de medidas para contenção do problema, que se alastra a nível mundial. Todos estão envolvidos em maior ou menor grau de responsabilidade, é como se fosse um efeito dominó. Um depende da ação do outro.

E neste momento temos a sensação que o outro é sempre uma ameaça. O que nos faz distanciar, nos encolher, nos isolar, nos proteger de forma nunca experimentada antes. 

Temos que ter prudência – que é o medo racional – de aspecto positivo, necessário à sobrevivência, com o objetivo de evitar perigos. 

Nesta situação atual que estamos vivenciando, onde existe uma ameaça interferindo no nosso presente e futuro, enquanto seres vivos no planeta terra, o caso dessa virose (Covid-19), ainda pouco conhecida por cientista e estudiosos na área da saúde, que aos poucos modifica a rotina nos diversos contextos do cotidiano de muitos, provocando uma mudança instantânea e momentânea, e que em curto e longo prazo vai fazendo parte dos conteúdos da nossa vida. Invadindo os lares, interferindo no trabalho, nas amizades, nos relacionamentos, no lazer, nos ambientes de consumo e no convívio social em geral.

Como podemos viver bem em meio à crise?

Uma das técnicas eficientes que têm resultados promissores é o conhecimento dos fatos. 

  1. Fazer uma leitura do fato em questão, através de fontes confiáveis, na obtenção de dados reais, para compreender os acontecimentos no país, estado e cidade. Com o objetivo de evitar ações prejudiciais na convivência como um todo.
  2. Seguir orientações das  Secretarias de Saúde Estadual e Municipal do seu Estado e da sua Cidade.
  3. Evitar assistir todos os telejornais, escolha apenas um horário para ficar informado, o essencial para não ficar desatualizado. E ter como objetivo também habituar e naturalizar o fato. Dosar essa experiência tem a finalidade de resguardar a saúde. Como sugestão podemos colocar 50% de informação e 50% de aprendizado. 
  4. Aproveitar este momento em casa, para realizar ações que não faria há tempos atrás, devido aos afazeres diário da vida antes do distanciamento social.
  5. Fazer um planejamento diário. E ao tempo que vai concluindo, poderá visualizar que este momento foi providencial, que estava necessitando, para fazer coisas que não tinha tempo, ânimo, em ocasiões atrás.
  6. Realize atividades existentes na internet. Tem uma variedade enorme deles: filmes, jogos, lives (religiosas, psicológicas, documentários, etc.), aulas de yoga, meditação, treinamentos de exercício físico, aulas de dança, música, conversar via celular com amigos, familiares e muito mais.
  7. Ler um livro que há muito você tinha vontade e não conseguia arranjar tempo.
  8. Escrever (um livro, uma poesia, uma crítica, uma resenha, etc.)
  9. Fazer cursos online (informática, gramática, matemática, etc.), outros a depender de sua opção e desejo.

Todas as opções aqui relatadas são apenas exemplos gerais e hipotéticos.

A necessidade de cuidar das emoções

É necessário cuidar das emoções. Estudos apontam que as pessoas que valorizam mais as emoções, evitando o stress, a ansiedade, o pânico, facilitam a cura de doenças, porque têm a imunidade mais fortalecida, como já vimos neste texto, devido à produção de substâncias neurotransmissoras. 

É necessário também observar os limites pessoais e individuais, nos momentos em que os fatos não acontecerem de acordo com o esperado. 

A frustração existe, para entender a ocorrência de erros e acertos, fazendo parte do aprendizado. Nem tudo se realiza como imaginamos, porque na vida há caminhos variados para escolher, persistir e buscar o novo. Não devemos desistir diante dos obstáculos.

Faça como a água do rio, contorne-os e aprenda com eles. Os obstáculos têm sempre um objetivo, decifre-os e observe o que aprendeu. Desenvolva a resiliência, que é a capacidade de perseverar diante de um desafio, enfrentá-lo e sair fortalecido(a)! 

“Nossas dúvidas são traidoras, e nos fazem perder o que seria nosso, pelo simples medo de tentar”. William Shakespeare.

Maria do Socorro Lopes Carneiro
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