Inteligência emocional

Desconstruindo a Inteligência Emocional

Se você acha que a Inteligência Emocional está ligada ao fato de ter de ser forte o tempo todo, não chorar e não se desequilibrar emocionalmente em momento algum você precisa ler este texto até o final. 

Muitas pessoas acreditam que ao adquirir inteligência emocional ficarão menos suscetíveis às alterações emocionais, aos sentimentos negativos e, na verdade, isso não existe, inclusive ser forte o tempo todo não é saudável e causa esgotamento psicológico.

A inteligência emocional está longe de ser o controle das emoções, isso porque o que sentimos geralmente vem do externo, ou seja, os sentimentos e emoções são causadas por forças que estão além do nosso controle, não controlamos como os eventos vão se desenvolver e tampouco o que as pessoas vão falar ou se comportar. Partindo dessa premissa, nos sobra apenas lidar com os acontecimentos.

Lembre-se disso: ninguém controla o que sente, apenas devemos focar em lidar com o que sentimos.

A Inteligência Emocional na rotina

Só podemos lidar com aquilo que conhecemos, dessa forma, a única forma de lidar com as nossas emoções é trabalhar o autoconhecimento.

Você sabe responder questões básicas sobre seu processo emocional e psicológico? Questões simples sobre como seu humor funciona no dia a dia pode fazer com que você tenha um dia menos estressante, como, por exemplo, entender se você é uma pessoa mais produtiva no período diurno ou noturno pode fazer com que você organize melhor o horário que precisa para resolver alguns problemas.

Já parou para pensar em como você se comporta antes de uma reunião importante? Caso você fique muito ansioso, seria interessante reduzir a quantidade de atividades no dia anterior para focar somente nas questões voltadas para o compromisso, uma vez que o excesso de informações recebidas de fontes distintas e as diversas atividades podem gerar ainda mais sintomas ansiosos.

Têm dificuldade de se concentrar? Talvez um ambiente com pouco ruído e pouca distração visual seja melhor para que você possa se concentrar durante a realização de alguma atividade intelectual, mas não esqueça de realizar algumas pausas durante esse tempo, as pausas ajudam a estimular a criatividade e a produtividade.

Mas como disse anteriormente, não podemos evitar que sentimentos e emoções negativas invadam a nossa paz, então o que fazer quando sei que terei que passar por algo muito estressante? 

Utilizar um sistema de compensação é o ideal nesse momento, e o autoconhecimento vai ajudar você a saber o que lhe gera prazer, o que é fundamental para compensar o estresse. 

Compensar e acolher

Um dos problemas do sistema de compensação é justamente o fato das pessoas confundirem prazer com distração. A distração nada mais é quando tiramos o foco de algo, apenas estamos nos concentrando temporariamente em alguma coisa, o que acaba gerando mais frustração quando temos que voltar a focar em algo que nos desagrada.

Já o prazer é capaz de gerar em nós um sentimento de satisfação, nos motiva e acaba se sobressaindo ao sentimento negativo.

Outro aspecto importante sobre a inteligência emocional é sobre acolhimento.

Como já disse anteriormente, construímos uma ideia de que a inteligência emocional é ser forte e aceitar, a partir disso, começamos uma autocobrança desenfreada de sermos resilientes, criticando e apontando o dedo para nós mesmos, como se fôssemos uma criança que precisa de correção. Esse tipo de comportamento só nos leva a mais sofrimento.

Por isso, antes de sair por aí se criticando, acolha seus sentimentos, o que sente, entenda por que está sentindo, depois disso você passará a lidar melhor com eles e então terá descoberto o verdadeiro sentido da inteligência emocional.

Referências  

  1. CURY, Augusto. O código da inteligência. Rio de Janeiro: Editora Ediouro, 2008. 
  2. GOLEMAN, Daniel. Trabalhando com a inteligência emocional: Tradução do original:  Working  with  emotional  Intelligence  por  M. H. C. Côrtes.  Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. 
  3. WEISINGER, H: Inteligência emocional no trabalho: Rio de Janeiro: Objetiva, 1997. 
Lylian Santos e Silva
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