Desenvolvimento pessoal

Como melhorar sua autoestima

É comum pessoas relacionarem o termo autoestima à aparência física, porém este não é o único fator, a autoestima consiste mais na visão e avaliação que você tem de si mesmo por inteiro.

Falar sobre essa temática é importante porque a autoestima é um dos indicadores de saúde mental, ou seja, pode trazer bem ou mal-estar na relação consigo e com outro. Embora o desiquilíbrio não seja considerado  doença mental, pode trazer prejuízos na esfera afetiva, social, psicologia e física. 

Três tipos de autoestima

É comum as pessoas conhecerem autoestima baixa e autoestima alta, mas você conhece a autoestima inflada?

Autoestima inflada

Pode ser confundida com autoestima alta, contudo há grandes diferenças. A primeira se trata de uma necessidade extrema de se valorizar desvalorizando o outro, colocando-se como superior. Com isso, seu efeito acaba trazendo prejuízos na convivência social. Muitas vezes são pessoas inseguras que utilizam desse artifício para se sentir valorizadas. Exemplo: “Sou a única mulher bonita dessa cidade”, “Não há outro profissional competente nessa empresa além de mim”

Autoestima baixa

É quando a pessoas se vê de forma negativa com menos valia. Geralmente, é presente a sensação de insegurança, indecisão e medo de ser trocada ou rejeitada. Podendo desenvolver ou estar presente na ansiedade, depressão e transtornos alimentares. Exemplo: “Nem vou tentar, sei que não vou conseguir, “Sou burro, vou reprovar”, “Meu(minha) companheiro(a) vai me trocar”, “As pessoas não vão gostar de mim se eu disser não”;

Autoestima alta

Consiste numa visão positiva de si mesma, ou seja, a pessoa identifica suas potencialidades, habilidades e dificuldades; sabe lidar com todos de maneira assertiva. Aqui não há necessidade da validação do outro para se sentir valorizada. Dessa forma, ocorre o equilíbrio. Exemplo: “Tenho dificuldade em ser pontual, por isso procurei me planejar”, “Respeito sua crítica, mas não concordo, pois, conheço minha capacidade”, “Reconheço minhas habilidades”.

Os três pilares da autoestima

Autoimagem

É a visão externa sobre si mesmo, podendo ser construída através de um ideal de perfeição, de acordo com o que outros dizem ou referente ao que realmente vejo no espelho. Quanto maior for o autoconhecimento, menor importância terá os padrões e as opiniões do outro sobre sua aparência.

Autoconceito

São pensamentos e sentimentos que tenho sobre mim, isto é, o afeto que me atribuo. Podendo ser construído com base no desenvolvimento e experiências pessoais. Não se constrói autoconceito saudável somente com palavras positivas, mas através do investimento real em sua essência e talentos.  

Autoeficácia

Consiste na capacidade de ação e resolução de problemas. Agimos com pretensão de atingir resultados esperados e a decisão de agir ou não depende da forma que acreditamos na nossa capacidade. Quando autoeficácia é negativa a pessoa terá dificuldade em agir de forma ativa e plena.

Como identificar minha autoestima?

A auto observação dos três fatores citados acima podem auxiliar você na identificação da sua autoestima, quando um desses fatores está distorcido da realidade ou se o que você está fazendo no momento te distância dos seus objetivos, é possível que sua autoestima esteja em desarmonia.

É provável que vivências traumáticas ou difíceis, como relacionamento abusivo, violência sexual, assédio no trabalho, luto possa desencadear mal-estar na estima. Outra dica é realizar anotações das suas potencialidades, dificuldades.

Se notou que dentre os três pilares houve instabilidades, frequência de pensamentos autodestrutivos e ações procrastinadoras, isto é, vezes que não finalizou atividades por insegurança.

Como posso melhorar minha autoestima? 

Procurando estilo de vida consciente e pleno. Não existe receita de bolo, mas há alguns pilares que podem auxiliar você. De maneira geral viver de maneira consciente é estar presente no aqui-agora. A psicoterapia pode ajudá-lo a se conhecer e a lidar com suas dificuldades, mas também há alguns hábitos que auxiliam, tais como:

  • Tenha pequenos intervalos para observar e exercitar sua respiração: A respiração consciente é benéfica  para o corpo, pois ocorre fortalecimentos dos pulmões, relaxamento dos músculos cardíacos e melhora a qualidade do sono. Na mente é positivo por reduzir estresse, ansiedade e auxiliar no foco e cognição;
  • Não se compare com outros: O habito de se comparar produz sofrimento emocional, considerando que cada pessoa é única, e quando fugimos muito de quem realmente somos adoecemos. Respeite suas particularidade e realidade, buscando agir de acordo com suas qualidades;
  • Realize autocuidado: Cuidar de si é uma forma de conexão e amor consigo mesmo. Procure fazer algo prazeroso com você mesma, seja maquiagem, assistir filme, cuidar do cabelo, ouvir músicas, entre outros. Identifique três atividades diárias que te faz bem e repita sempre que possível;
  • Dedique tempo para perceber seu corpo: Essa observação pode ser realizada através de meditação, exercícios físicos, automassagem ou fazendo uma viagem pelo seu corpo notando quais sensações estão presentes em cada parte (dor, tensão ou relaxamento);
  • Observe suas emoções: identificar, anotar e observar suas emoções pode ajudar você a refletir sobre: quais emoções se repetem? Como lido com cada uma? Quais tenho mais dificuldade e facilidade? Sei lidar com as emoções?;
  • Considere pequenos avanços: às vezes, esperamos tanto o diploma, casa própria, a tão sonhada casa e a viagem perfeita, no entanto, deixamos de aproveitar a caminhada. Valide e comemore suas pequenas conquistas; talvez no momento não consiga realizar a viagem dos sonhos, contudo você está tendo conquistas tão prazerosas e especiais quanto;
  • Perdoe seus erros: negar a possibilidade de errar é o mesmo que negar nossa condição humana. Em algum momento da vida vamos errar, porém, podemos aprender com isso, tendo a oportunidade de planejar e fazer diferente da próxima vez. Lembre-se: Culpar-se aumenta a autocrítica e o sofrimento psíquico.

Referencias:

  1. NUNES, Maria. Funcionamento e desenvolvimento das crenças de auto-eficácia: uma revisão; Revista Brasileira de Orientação Profissional, São Paulo, jun, 2008.
  2. MENDES, Aline. AUTOIMAGEM, AUTOESTIMA E AUTOCONCEITO: CONTRIBUIÇÕES PESSOAIS E PROFISSIONAIS NA DOCÊNCIA; IX ANPED SUL, 2012.
  3. SCHULTHEISZ, Thais. Autoestima, conceitos correlatos e avaliação; Revista Equilíbrio Corporal e Saúde, São Paulo,2013.
Andressa da Silva Queiroz
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