Saúde

O que mais afeta o equilíbrio psíquico das mulheres?

Ao longo da história da humanidade a mulher vem se destacando e ocupando cada vez mais espaço na sociedade. São louváveis o poder e a força que possuem. A mulher também realiza vários papéis, como o profissional, o de mãe, de dona de casa, etc. Cuida da família, dos filhos, do trabalho, da carreira. São tantas ocupações que acaba ficando sobrecarregada.

O risco que a Mulher moderna corre com essa sobrecarga é de sofrer com seu estado emocional que pode ficar abalado. Estresse, depressão, ansiedade, insônia, são alguns exemplos de que é hora de cuidar do equilíbrio emocional.

“A saúde emocional pode ser definida como um estado de bem-estar, no qual cada pessoa desenvolve seu potencial, lida com as situações de dificuldades e tensões inerentes a nossa vida, pode trabalhar de forma produtiva e é capaz de contribuir com a comunidade em que está inserido.”

O equilíbrio das mulheres em diferentes fases

A fase menarca

É quando a menina entra na adolescência e tem a primeira menstruação. Seu equilíbrio emocional pode estar associado a mudanças no corpo, como o aparecimento da mama, surgimento de pelos, começo da ovulação. Surgem questões associadas à feminilidade e fertilidade que impactam no emocional, assim como a Tensão Pré-Menstrual – TPM. 

A fase da gestação

As mudanças hormonais deixam as mulheres mais sensíveis. O equilíbrio emocional nessa fase é determinante para uma gravidez tranquila e um parto de sucesso.

A fase do climatério

Corresponde ao final do ciclo reprodutivo, fase duradoura, onde o organismo feminino necessita de um período razoável para adaptar-se à condição de infertilidade. O organismo elabora uma suspensão gradativa com menstruações irregulares. Além de ondas de calor, sudorese, palpitações, etc. Pode haver irritabilidade, ansiedade, depressão, insônia, etc.

A fase da menopausa

Corresponde à última menstruação. Os hormônios sexuais produzidos pelo organismo feminino entram em declínio natural. A ansiedade e depressão podem surgir. Os níveis de confiança em si mesma ficam mais baixos.

Como isso pode impactar a produtividade e a autoestima

Tudo isso pode impactar a produtividade da mulher, pois, se ela não se sente bem emocionalmente, torna-se improdutiva e insatisfeita, não conseguindo realizar tudo que é capaz. Daí começa a ficar com a autoestima baixa.

A Autoestima é a sensação de valor que uma pessoa tem a respeito de si mesma. Quem possui autoestima elevada acredita na sua capacidade e produz mais resultados na vida pessoal e profissional. 

Comportamentos como pessimismo, incapacidade de emitir opiniões, isolamento social, falta de fé em si mesmo, medo de desafios, sensação de fracasso, tendência à procrastinação, dificuldade de reconhecer os próprios erros e outras coisas, levam muitas vezes à perda de oportunidades na vida e no trabalho.   

O desequilíbrio emocional pode levar ao esgotamento mental. As emoções negativas podem ficar exacerbadas e serem externadas por meio de choros intensos e desabafos angustiantes, insônia ou agitação para dormir, irritabilidade, falta de paciência e dificuldade de concentração.  

Mas, o que mais afeta as mulheres?

O que mais afeta o equilíbrio psíquico das mulheres é a tendência à depressão, pois sofrem mais com suas emoções do que os homens, devido às alterações hormonais desde o período pré-menstrual até após a menopausa. Além disso, estão expostas a estressores de difícil controle, como por exemplo, a violência contra a mulher

A depressão “é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor. É caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite. ”

Além do estado deprimido (sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias) e da anedonia (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades) são sintomas da depressão:

  • Alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional);
  • Distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva praticamente diárias);
  • Problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias);
  • Fadiga ou perda de energia constante;
  • Culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade);
  • Dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se);
  • Ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte);
  • Baixa autoestima,
  • Alteração da libido.

Faz-se necessário diferenciar uma tristeza de uma depressão. Nem toda tristeza significa depressão. Diante das adversidades da vida, como a morte de um ente querido, a perda do emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, dificuldades econômicas podemos ficar tristes. Porém, é uma tristeza passageira, pois, as pessoas encontram uma forma de superá-las.

No caso da doença depressão a tristeza permanece. A pessoa se sente triste mesmo sem uma causa, fica com o humor deprimido todo o tempo e por dias seguidos, perde o interesse pelos assuntos que lhe davam satisfação e perde a esperança. 

A depressão é uma doença séria que precisa de tratamento, que pode incluir medicamentos. O acompanhamento médico é imprescindível para avaliar os sintomas e dar o diagnóstico correto. Os antidepressivos devem ser receitados pelo médico psiquiatra. É indicado a psicoterapia. 

Como a psicoterapia pode ajudar?

  • Evite desequilíbrios emocionais,
  • Invista em comportamentos positivos,
  • Aumente sua autoconfiança,
  • Observe e analise seu próprio comportamento,
  • Perdoe-se,
  • Seja boa consigo mesma,
  • Cuide de você mesma,
  • Melhore sua alimentação,
  • Pratique atividades prazerosas,
  • Aprenda a relaxar.

A psicoterapia é importantíssima, pois, a depressão é algo que se enfrenta também com a escuta. A psicoterapia ajuda a pessoa a rever a maneira como encara a vida e ajuda a fortalecer os laços sociais.

“Na terapia você aprende mais sobre o seu humor, consegue identificar melhor seus sentimentos, aprende a identificar os pensamentos que pioram o quadro depressivo, consegue entender melhor seus comportamentos, entende como ter mais controle sobre sua vida, desenvolve defesas emocionais saudáveis para lidar com situações. “

A pessoa que sofre de depressão também deve traçar um plano de bem-estar pessoal que envolve:

  • Atividade física,
  • Boa alimentação,
  • Abrir-se para se relacionar com as pessoas,
  • Incluir descanso e lazer na sua rotina,
  • Fazer um checkup e verificar sua saúde física.

Dessa forma você pode melhorar sua qualidade de vida.

Enfim, a melhor maneira de alcançar o equilíbrio emocional é através do autoconhecimento, da autoestima elevada e do amor próprio.

Referências:

Psicoterapia: os benefícios comprovados no tratamento da depressão (medley.com.br)

Depressão | Drauzio Varella – Drauzio Varella (uol.com.br)

Nova era no combate à depressão. Disponível em: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/nova-era-no-combate-a-depressao/

Cartilha Saúde Emocional da Mulher. Eletrobras.

Luzia Francisca de Paula Silva
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