Desenvolvimento pessoal

Plurais e Felizes! 

Dizer sim a todas as formas de amor, também é amar!

O amor, ou a falta dele, está expresso em suas atitudes, mais que em palavras. 

O amor se pratica no dia a dia, começando pelo autoamor, pela família, e se estendendo à sociedade. 

O amor é capaz de abraçar o mundo sem distinção. 

Quais os benefícios de praticar o amor?

Praticar a amorosidade é tão medicinal que faz você olhar por outras perspectivas, ressignifica você. Pois você começa a olhar com os olhos da alma.

O que é o amor?

É acolhedor, é empático,

É um sentimento nobre que nos humaniza.

O amor não é somente a palavra-chave para uma relação harmoniosa com o outro, mas para uma relação saudável com nós mesmos. Falar em amor é falar em aceitação. É aceitar o amor do outro, o amor entre pessoas. É proteger os mais diversos aspectos da vida, é respeitar os direitos das pessoas, é abraçar a diversidade, trazendo acolhimento.

É acolher o outro sem julgamentos, valorizá-lo, levar em consideração suas histórias, suas emoções, seus sentimentos e quem o outro é. É combater a intolerância, não sendo intolerante.

É olhar para dentro, mas é preciso também, nesse contexto, enxergar o outro.

Como estimular o cérebro a amar?

Compreendendo que todos merecem direitos iguais para amar e viver. 

Vendo a pessoa em sua totalidade, mais do que aceitá-la. Deixando as diferenças de lado, as ideias estereotipadas, entendendo sua particularidade.

É de responsabilidade da sociedade tratar a todos de forma humanizada, não reduzindo o sentimento do outro. O indivíduo tem direito de decidir de forma autônoma a sua felicidade.

Por que considerar justa toda forma de amar?

Não existem questões de etnia/raça ou gênero para amar. O amor simplesmente acontece. O amor traz consigo a justiça, a importância do sentimento em si.

Entender a liberdade que o outro tem para amar, e nessa mesma lógica, entender o direito de amar do outro, o direito do outro ser quem é, é trazer menos sofrimento ao outro.

Quem não ama adoece, respeite o amor! E ame também. 

Qual é a relação entre o amor e os direitos humanos?

Sem amor ao próximo, não há direitos humanos, e sem direitos humanos, ferimos a dignidade da pessoa humana”, os direitos fundamentais à vida.

O senso de humanidade, justiça nasce através do amor, do amor ao próximo.

Ademais, é vedado todo tipo de discriminação e preconceito pela Legislação Brasileira. Sob tal ótica, pode se afirmar que a lei sem amor, se faz cruel e sem sentido. 

Do mesmo modo, ressalta-se que o direito baseia-se no amor, é o que fortifica e fortalece a dignidade da pessoa humana.

Qual é a relação entre psicologia e o amor?

Discriminar, não respeitar as diversas formas de amar é violar o direito do outro, o direito à liberdade, o direito ao livre exercício da sexualidade.

Quando discrimino a forma de união da pessoa, estou praticando um ato inconstitucional, estou matando o sentimento do outro, matando o outro aos poucos. Uma pessoa com sua dignidade ferida, perde o sentido da vida.

Em síntese, é de uma enorme importância psíquica deixar o outro ser quem é.

Existem mecanismos do cérebro associado a sentimentos positivos. O sentimento do amor, vai além de nutrir algo por alguém, nos proporciona bem-estar e inclusive aumenta a imunidade, fortalecendo o sistema imunológico.

É um misto de sensações, é estar em paz consigo, com a natureza, com o planeta, com os seres humanos. Sim! Essa conexão, está altamente ligada à saúde mental.

De uma forma simplificada, o amor talvez seja o real sentido da vida. 

O quão sofisticado é entender e praticar esse sentimento com o nosso próximo, não tão somente, o próximo que faz parte da nossa família, mais o mundo ao nosso redor.

Ratificando que amor não é impor padrão ao outro. Sob outro ângulo, é aceita lo. É abraçar o outro, com suas causas, essa é a máxima para dizer boas vindas, acolher.

A flexibilidade é uma chave para um cérebro saudável. Dessa maneira, o cérebro com sentimentos positivos, tem mais clareza, vê a vida com mais proposito e isso enriquece as relações humanas. Abrace o novo, não tenha medo de modificar seus pensamentos.

Sob o mesmo ponto de vista, viver é permitir o processo de desconstrução, perceber quando chega a hora de se refazer, de renascer, caminhar ao inverso do que se caminhava antes, é abrir espaço para o novo, é deixar o velho partir.

Qual é a relação entre a neurociência e o amor?

De conformidade com a neurociência, o amor faz com que sejam liberadas substancias químicas em nosso corpo. Nesse processo, estão envolvidos três neurotransmissores — a dopamina, a norepinefrina, a serotonina — ligados ao sistema de recompensa e prazer, é o resultado de uma reação química acontecendo no cérebro. É uma mistura de sensações, sendo elas: prazer, euforia, conforto, apego.

Emoções estas ligadas à cognição. Em suma, o amor também é química. Quando você pensa no amor mais dopamina é liberada.

O amor não está no coração e sim no encéfalo. Isso explica o porquê de várias sensações envolvidas em nosso corpo. Existe uma região do cérebro chamado sistema límbico, que recebe informações externas e as transforma em emoções.

Nesse sentido, tente se despir de conceitos e preconceitos relacionados às diferentes formas de amar. Pois, toda forma de amar é válida. Um sentimento que nos faz desejar o bem do outro é um sentimento puro, sem intenção. 

É um sentimento que transborda o outro.

Deixe o outro viver o amor, publicar seu amor. Deixe o outro compartilhar sua alegria, sua felicidade, deixe o outro ser.

Lembre-se não precisa ser da comunidade para combater o discurso de ódio, a intolerância. Basta amar o próximo, respeitar os direitos de cada um na sociedade. 

Simplesmente ame e deixe o outro amar!

 

Eliane Fatima Pereira da Silva Lacopo

CRP 05/ 52967

Pós graduanda em Terapia Cognitivo comportamental, com extensão em Neurociência. 

Formação em direitos da pessoa LGBTQIA + e identidade de gênero. 

ELIANE FATIMA PEREIRA DA SILVA LACOPO
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