Desenvolvimento pessoal

Psicoterapia humanista: uma abordagem para o encontro com a vida

“As pessoas têm uma natureza boa. Se lhe oferecemos condições favoráveis, elas se desenvolvem, atualizam suas potencialidades, tornam-se mais maduras, mais responsáveis, mais autônomas.” Prof. Ecípio Cunha Lobo (in memoria)                                                     

O que é a abordagem de psicoterapia humanista?

A abordagem humanista destaca as relações pessoais e interpessoais, no entendimento da postura do indivíduo em suas perspectivas de [re]construção e percepção da realidade, bem como em sua habilidade de se [re]construir como sujeito integrado a uma nova realidade de mundo; além de acreditar que o ato de crescer é singular e peculiar de cada sujeito, de forma que a vivência subjetiva deve ser considerada. 

Este texto tem por objetivo aplicar os ensinamentos da prática psicoterapêutica na abordagem humanista na psicologia e, assim, contribuir para uma visão mais holística e sistêmica do indivíduo, por acreditar na sua capacidade de ser ele mesmo em seu próprio caminho.  

Minha formação como psicólogo e a abordagem que trabalho é a Psicoterapia Humanista, fundamentada, dentre outros, na teoria Rogeriana, com ênfase nas relações interpessoais, no entendimento do cliente em suas perspectivas de construção e percepção para uma nova trajetória, bem como em sua reconstrução como sujeito integrado a essa nova realidade de vida.

A função do psicólogo nesta abordagem, além de ouvir o que o paciente lhe diz, é orientá-lo para observações que poderão produzir mudanças na sua vida cotidiana, criando possibilidades para aumentar sua capacidade de agir da forma que ele pretenda se inscrever nesse novo caminho.

O meu objetivo é dividir a motivação com o paciente para lidar com suavidade as suas angústias e possibilitar seu crescimento em direção a uma vida com menos conflitos.

O ser humano está sempre à procura do desenvolvimento cognitivo e da atualização de suas relações com o mundo. É claro que os vários fatores das suas relações com o mundo podem interromper ou dificultar esse desenvolvimento, mas sua tendência fundamental é ir em direção ao autoconhecimento, à sua construção como sujeito coerente e autoconfiante.

Partindo desse ponto de vista, a psicoterapia humanista pode ajudar-nos a resolver vários problemas. Isso não quer dizer que é a solução para tudo em nossos relacionamentos, mas pode ajudar muito a solucionar muitos dos problemas que nos afligem.

Pode nos ajudar a crescer na construção de uma personalidade coerente mais adequada aos conflitos das nossas relações inter e intrapessoal. Com a inferência da orientação do psicólogo que deve participar ativamente do processo de evolução do sujeito, ajudando-o em seu caminho de descobertas, de modo a despertá-lo para o reconhecimento de sua força para contornar as adversidades do caminho que se deseja percorrer.

O processo parte da análise do contexto, do tempo e da realidade em que o sujeito da psicoterapia vivencia. A psicoterapia humanista contextualiza esse sujeito a reconciliar diferenças e o estimula a observar os pontos de vista de sua relação com o outro no universo das relações pessoais e interpessoais.

Quanto mais um indivíduo acredita nesse processo, possibilidades existirão de promover um clima no qual ele possa crescer organicamente com compreensão de suas necessidades.

“Existe em cada ser humano o desejo de um encontro profundo, em que ele possa ser verdadeiramente ele mesmo e o que ele expressa seja compreendido e considerado pelo outro.” Prof. Ecípio Cunha Lobo (in Memoria)

O que é o processo terapêutico humanista?

É a oportunidade de encontro nas relações terapeuta e paciente. Quando percebemos que qualquer coisa pode ser falada, começamos a falar mais de nós mesmos e o encontro torna-se mais autêntico. Começamos a acreditar que podemos nos compreender.

Esse  processo pode ser descrito como uma percepção dos nossos sentimentos, tentando novas maneiras de nos comportarmos e desenvolvermos relacionamentos mais próximos. Sejam eles quais forem, até de raiva ou de confrontação, mas, de um jeito ou de outro, nos sentimos como pessoas.

“A gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mais raiva mesmo nunca se deve de tolerar de ter. Porque quando se nutre raiva de alguém é a mesma coisa que permitir que essa pessoa passe a dominar a ideia e o sentir da gente, …”  Rosa, Guimarães. In: Grande sertão: veredas

Na psicoterapia humanista, a mudança mais notável é a expansão da nossa conscientização como sujeitos do processo. Quando  começamos a nos abrir e a notar como as pessoas nos ouvem com atenção, descobrimos coisas que não havíamos percebido antes.

Começamos a sentir que é mais do que pensávamos ser, que temos sentimentos que nunca havíamos percebido. Uma pessoa que se envolve nesse processo psicoterapêutico e que nunca tenha demonstrado um sentimento de raiva, por exemplo, perceberá que, tem a raiva dentro de si.

Ela não se esquecerá disso e reconhecerá, no fundo, quando sentir raiva, que não deve mais escondê-la – e terá condições para lidar com ela. E se ela pode realmente compreender o seu interior, verdadeiramente se sentirá parte do universo de uma outra pessoa. Essa capacidade para a empatia será muito importante para o crescimento construtivo.

As pessoas podem aprender a se ouvir com mais compreensão e a se afastarem de alguns de seus próprios conceitos, e realmente entenderem os outros como eles são.  

Se você gostou do artigo e se interessou pelo processo psicoterapêutico, fundamentado na teoria humanista, procure-me no portal da Psicologia Viva para marcarmos um encontro. 

Um abraço 

Eu sou Sinésio Ribeiro Bastos Filho, Psicólogo formado na Puc-Minas e especializado no Instituto Humanista de Psicoterapia em Belo Horizonte MG.

Sinésio Ribeiro Bastos Filho
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