Relacionamento

Como reconstruir meu casamento?             

Reconstruindo a relação

Ao longo do tempo, nossa relação como casal tende a se desgastar, por:

  • Falta de acordo,
  • Motivos financeiros,
  • Traição,
  • Familiares,
  • Expectativas em relação ao conjugue,
  • Entre outros diversos.

É quando o casal percebe que a relação está desgastada, e o diálogo cada vez mais difícil e distante.

É nesse momento que ambos deverão rever e repensar sobre a relação. Aprofundar no autoconhecimento, colocando as cartas na mesa, e como regra o respeito mútuo, buscando saídas para os impasses, trocar ideias, minimizar o desconforto na convivência, dissipar mágoas e desencontros (colocar os “pingos nos is” através de conversas francas).

Ao longo do tempo e devido ao estresse conjugal e orgulho, cada qual busca satisfazer e cobrar suas necessidades, um do outro, e todo esse processo de reconciliação se torna ainda mais difícil, e em alguns momentos é inevitável os pensamentos de dissolver a aliança conjugal.

Mas se realmente deseja manter seu relacionamento é preciso dar o primeiro passo, tomar coragem e agir.

Você é feliz no seu casamento? Ou você é feliz? 

Há pessoas que dizem: “Hoje não sou feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque me insultaram, deixaram de me amar, porque não me deram o devido valor, etc.

Felicidade é um conceito abstrato, subjetivo e nada fácil de definir, mas sabemos que é preciso assumir responsabilidades e compromissos consigo mesmo, para caminhar no sentido dela e nunca em busca de um estado permanente de felicidade artificial, mas das pequenas conquistas, doses diárias de alegria que, somadas, nos permitam sentir a verdadeira felicidade.

Estudos dizem que a felicidade pode ser aprendida e exercitada. A felicidade é um estado de espirito, uma forma de pensar e não uma condição ou um lugar específico.

Numa relação com base na verdade, na união, na amizade e transparência no relacionamento realmente verdadeiro, em que haja o suporte mútuo e as pessoas experimentem a compaixão e a empatia, certamente abrirão espaços para a benevolência, onde erros não são constantemente lembrados, mas apagados e esquecidos.

Orgulho x humildade

Uma pessoa orgulhosa habitualmente se acha perfeita, e normalmente não aceita críticas. Já o indivíduo humilde diz: “eu sou bom, porém não tão bom quando gostaria de ser”, estando sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.

Geralmente há um grande desgaste emocional na tentativa de convencermos o outro de que temos razão, e com isso gerar atritos desnecessários, dificuldades de relacionamento, descontentamento, quadros de ansiedade e até mesmo depressão.

Ao enfrentarmos problemas, observamos o quanto somos frágeis. Os momentos de alegrias se vão e só fica          a verdade de que somos impotentes para lidar com as adversidades. 

É impossível ter união no ambiente de trabalho, numa organização comunitária ou na família, ou em relacionamentos sem perdão, pois a amargura e o ressentimento sempre destroem esses vínculos. Muitas vezes ferimos e somos feridos intencionalmente, e outras vezes sem intenção. Mas em ambos os casos é necessário ter compaixão para gerar e manter a união, por esse motivo quando somos feridos por outra pessoa temos uma escolha a fazer: perdoar ou não.

Nos desgastamos quando usamos nossas energias e emoções para retaliar ou para solucionar a questão. Muitos hesitam em mostrar compaixão por não entender a diferença entre confiar e perdoar. Perdoar significa desligar-se do passado, e confiar refere-se ao comportamento futuro.

Quando alguém nos magoa, nos decepciona, ou nos fere é perfeitamente normal que fiquemos decepcionados, e nesse momento compreendemos o que nos machucou, e o que é melhor e necessário para nos proteger no futuro.

Olhar para si mesmo(a)

A confiança independe da ação terapêutica que escolhemos adotar. A falta de perdão pode se transformar num câncer emocional, fonte letal de permanente amargura e sofrimento. Entretanto, não se espera que confiemos imediatamente na pessoa que nos feriu, nem que continuemos a permitir que ela nos ofenda ou magoe.

As pessoas feridas precisam ser reconquistadas para retomar a confiança no parceiro, e o parceiro provar, ao longo do tempo, que mudou, e com isso readquirirá o que foi perdido, ou seja, a credibilidade perante o parceiro.

Terminar uma relação não é uma tarefa nada fácil. Muitas vezes é um processo longo e bastante doloroso, que envolvem muitas dúvidas, mágoas, culpas, promessas quebradas e expectativas não correspondidas. Envolvem o medo da solidão e de ferir outras pessoas. Como será a vida fora daquela relação? Será mesmo que a separação é o caminho a seguir? Terminar uma relação pode ser uma opção de viver um luto. Não, não é fácil. A decisão por uma separação sempre exigirá muito de você, pois certamente gerará dores, reações destemperadas e até traumas. 

Reexamine sua história com respeito, reconheça o seu devido valor, ou seja, a autoestima é a noção que você tem de si próprio, que vai desde sua forma de pensar, de agir, até sua aparência física, sua confiabilidade e aceitação, e não estando necessariamente dentro dos padrões estéticos e comportamentais ditados pela sociedade, para se sentir bem. 

Renunciar às necessidades de ter sempre razão e valorizar a tranquilidade, e a satisfação de se sentir bem consigo próprio é uma capacidade que não tem preço, mas isso não significa que você não tenha seu ponto de vista.

O problema, porém, é quando esse sentimento se transforma em um ciclo de amargura e tristeza intermináveis. Sentir-se assim é sobrecarregar-se de negatividade que nos leva a um quadro de estresse prolongado e ansiedade desnecessária e, provavelmente, desproporcional.

É claro que não podemos fingir que não nos sentimos atingidos por esta, ou aquela dor, mas não devemos demorar neste estado de sofrimento, pois existe um tempo para eles. Depois disso, releve, siga em frente. Nem tudo merece tirar a sua paz.

Perdoar?

Respeite o seu tempo e procure escolher caminhos nos quais esteja em paz consigo mesmo. Atravessar uma ventania pode ser enriquecedor, mas encarar ventanias diariamente pode levar você à exaustão, ou ter que se acostumar às janelas batendo.

Muitas vezes queremos tanto manter uma relação que acabamos renunciando aos nossos próprios desejos e interesses. Noutras, somos incapazes de ver os claros sinais de desinteresse do outro, que cria desculpas e se esquiva elegantemente de qualquer compromisso mais sério.

É natural que durante qualquer processo de separação conjugal as partes afetadas estejam infelizes e vulneráveis. O caminho que levou a esta decisão muitas vezes não foi simples, podendo existir um quadro de dor e mágoa. Neste momento difícil, tudo o que se espera é receber o apoio dos familiares e amigos, mas infelizmente nem sempre é isso que acontece.

Cada família tem suas histórias, valores, visões e crenças, e é com base nelas que fazem sua interpretação sobre o final de uma relação. Com suas fronteiras delimitadas, muitas vezes os familiares manifestam suas opiniões e julgamentos de modo bastante endurecido, criando distâncias em um momento em que deveriam criar proximidade e acolhimento.

Não são poucas as pessoas que resolvem permanecer em um relacionamento, mesmo depois de uma traição. Essa é uma decisão que não costuma ser fácil, e que pode levar a um período permeado por incertezas, inseguranças, arrependimentos e conflitos naturais, causados pelo rompimento da confiança de uma relação.

Infidelidade

Paciência, comprometimento e muito diálogo são indispensáveis para um casal que esteja realmente disposto a superar uma traição ou a quebra do vínculo. É preciso rever sentimentos, expectativas, valores e crenças.

Esquecer é simplesmente perdoar! Fingir que nada ocorreu… Isso costuma ser a primeira opção para muitos casais, mas nem sempre esta é a melhor escolha.

Para superar a infidelidade é importante que se reserve um tempo para reflexão individual, no qual se avalie a relação de forma realmente verdadeira. Se a conclusão for a de que a superação emocional da traição é possível, evite fingir que nada aconteceu. Proponha diálogos, mesmo que precisem ser muitos. Os sentimentos do casal precisam ser ditos e ouvidos, quantas vezes forem necessárias.

Retomar uma relação é necessário ter uma decisão em comum: que aconteça de dentro para fora, com energias e perspectivas renovadas. É uma reconstrução diária, não simplesmente uma escolha, ou seja, é um processo e não um momento.

Lidar com a infidelidade significa repensar os caminhos de uma relação. Não há um manual, resposta certa ou errada. Terminar a relação é uma opção; mas reconstruí-la de forma mais harmônica e verdadeira também é uma possibilidade real, em muitos casos. Permita-se refletir e decidir o que você considera melhor para você e para sua felicidade, mas pensando hoje e no futuro.

Olhar para um futuro

Não temos o poder de mudar nosso passado, nossas origens ou o que sentimos em nossa infância. Mas, ao contrário disso, podemos escolher o que sentir e como reagir no momento presente.

Mesmo diante de situações desafiadoras e negativas podemos aprender. Nossa vida é determinada pela forma como conduzimos os nossos pensamentos. Se colocamos todo o nosso foco nas dores e no passado, tendemos a acreditar que não tivemos sorte, que o destino já estava traçado, que é melhor se conformar.

Em vez disso, precisamos aprender a abandonar a apatia e o vitimismo, para agir com inteligência emocional. Precisamos facilitar as coisas e acolher o compromisso de sermos pessoas melhores a cada novo dia.

Você pode mudar! Dê o primeiro passo conectando-se às suas paixões, viva a sua essência, aproxime-se da pessoa mais importante desse mundo: VOCÊ! Todas as respostas para todas as perguntas estão aí dentro de VOCÊ. Reescreva a sua história, com todos os capítulos e personagens que ela merece ter.

Às vezes uma situação parece não ter mais jeito ou sentido, e com a certeza de que não existe uma saída para a sua dor. Esta é uma visão distorcida de quem está exausto e precisa urgentemente de apoio e acolhimento.

É possível que exista, sim, uma saída, mas seus olhos cansados é que podem não estar visualizando uma saída. Porém, muitas vezes a saída pode não ser aquela que você gostaria. Entretanto nestas horas, é preciso ter a sabedoria de aceitar que nem tudo pode ser mudado, sendo possível trabalhar as próprias reações àquilo que acontece, respeitando a dor, mas não se acorrentando a ela.

Virar a página é muito importante, seguir adiante, ainda mais! Mas, perdoar alguém que magoou você profundamente não é uma tarefa nada fácil.

Entender o que feriu, descobrir suas origens, como você internaliza essa mágoa e toda sua profundidade pode ajudar a separar o que foi, do que ainda há de ser, e diferenciar o que aconteceu no passado da forma como você lida com isto no presente, podem quebrar essas amarras. É preciso permitir que as feridas se tornem cicatrizes, e parem de doer.

Não carregue o peso da culpa pelos erros do caminho, perdoe-se! Um erro é um convite para descobrir outros caminhos e outras maneiras de fazer as coisas. Só acerta quem tenta, e tentar é dispor-se a errar.

Não estrague a sua vida condenando-se, pois a culpa é uma emoção paralisante. Melhor é optar pela responsabilidade esta, sim, envolve autoconsciência, e coloca você em movimento para continuar e levar a vida em frente.

Separação não é fácil para ninguém. Nessa dissolução é preciso retomar o fôlego e a vida, necessário à validação dos seus familiares, para que possam superar a dor da separação e se sentir livres para, no seu tempo, continuar.

A separação malconduzida de um casal pode afetar também suas relações com seus filhos e familiares. É preciso saber reforçar os ganhos de sua decisão, acolher internamente sua escolha e fixar os limites para a interferência alheia. Desta forma, a opinião dos outros poderá ser ouvida como o que de fato é: Somente uma opinião, que pode ser ouvida, mas não deve ter força para causar efeitos nocivos em você.

Procure ajuda!

Às vezes, mesmo com a disposição de superar a infidelidade, pode ser necessário apoio psicológico, seja em sessões de casal, com foco na reconstrução da relação, seja em sessões individuais, visando o resgate do amor próprio e o autoconhecimento.

Lidar com a infidelidade significa repensar os caminhos de uma relação. Não há resposta certa ou errada. Terminar a relação é uma opção; mas reconstruí-la de forma mais harmônica e verdadeira também é uma possibilidade real, em muitos casos.

Permita-se refletir e decidir o que você considera melhor para você e para sua felicidade – pensando hoje e no futuro.

Bibliografia:

  1. Curando as feridas da traição – Dra Sheri Keffer – Ed Casa Publicadora da Assembleia de Deus – 2019
  2. A Arte da Decepção: Mentiras da História – Jorge Lucendo Ed: Jorge Lucendo – 2019
  3. A Sociedade da decepção – Gilles Lipovetsky – Ed Manole – 2007
ANTONIO STEFANELLI
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