Ansiedade

Sente-se esgotada o tempo todo? Entenda como o psicólogo pode te ajudar!

Sentir-se esgotada é diferente de estar cansada um dia ou outro, é aquele sentimento de exaustão frequente onde você só gostaria de poder ter uma chavinha para desligar a cabeça. Esse esgotamento, muitas vezes chamado de mental ou emocional, pode vir tanto de uma sobrecarga de exigências quanto de um acúmulo de experiências difíceis, principalmente quando falamos de vida adulta, não é mesmo?

Não é somente o trabalho que sobrecarrega, e muitas vezes é mais fácil identificar um cansaço físico, onde percebemos o corpo cansado e pedindo aquela pausa, do que esse esgotamento mental.

Estou esgotada!

Quem nunca disse essa frase? É como se todas as energias tivessem chegado ao fim, como a bateria de um celular que precisa ser recarregada antes que desligue. 

Geralmente o que acontece é que há uma tendência a ultrapassar os limites do corpo e da mente e ainda assim acreditar que será possível lidar com as consequências disso de uma maneira emocionalmente saudável.

E onde está esse limite? Bom, isso é algo individual de cada pessoa, uma mesma situação afetará as pessoas de formas diferentes, sejam situações ligadas a fatores externos como:

  • Trabalho estressante,
  • Conflitos e pouco suporte familiar,
  • Relacionamentos tóxicos ou a outros fatores ligados a questões emocionais.

Vamos falar sobre algumas situações em que o esgotamento mental pode ser desencadeado.

Perfeccionismo

Sabe aquela ideia de que “eu não posso errar”, “não está bom o suficiente”, “eu poderia ter feito mais”, esses são alguns dos julgamentos feitos quando se trata de si mesma, enquanto com os outros essas opiniões são muito mais balanceadas, até mesmo acolhedoras. Uma pessoa muito perfeccionista estabelece para si padrões muito elevados e rígidos  para serem atingidos e está sempre se ocupando de fazer cada vez mais e melhor, perseguindo excessivamente o melhor resultado e muitas vezes se culpando.

Dificuldade em dizer não e impor limites

Se você é aquela pessoa que vive para agradar e atender as necessidades do outro, saiba que muito provavelmente sobre pouco tempo e espaço para as coisas que você queira fazer, inclusive por você. Na tentativa de fazer tudo por todos, você vai acumulando uma lista de responsabilidades que muitas vezes não deveriam nem ser suas ou ainda se veja em situações desagradáveis porque não conseguiu dizer não para alguém. 

Não priorizar atividades de lazer e autocuidado 

É necessário equilibrar a vida entre trabalho, compromissos e também o lazer. Facilmente você pode estar imersa em uma lista enorme de obrigações, enquanto o tempo para estar com a família, amigos ou fazendo qualquer atividade que traga bem-estar vai sendo deixado de lado, sem falar no descanso (essencial, diga-se de passagem).

Os momentos de diversão, descontração e relaxamento são tão importantes quanto a sua lista de tarefas a serem cumpridas. 

Estresse

Estar mais ou menos estressada vai depender muito de como você organiza o seu dia, sua rotina e qual tipo de estilo de vida você leva. Inclusive o estresse, assim como a ansiedade, são reações normais que o corpo apresenta como resposta frente a uma possível ameaça.

Porém viver nesse estado de alerta constante, preocupações excessivas e com um alto nível de estresse diário por um longo período, pode tornar-se um problema. Nem sempre nos damos conta do quanto podemos estar estressadas, até que outras pessoas próximas comecem a sinalizar com comentários sobre o quanto estamos estressadas e talvez seja importante prestar atenção em como você tem se sentido.

Convívio com pessoas tóxicas

Pessoas com comportamentos tóxicos são aquelas que sempre têm um comportamento desagradável, que causa sensação de desconforto, são inconvenientes, manipuladoras ou que estão sempre falando coisas negativas, assim como também pode ser aquela pessoa que só pensa nela, se faz de vítima.

As relações podem ter um grande poder de curar, mas também podem adoecer, tudo vai depender da qualidade dessa relação. Nem sempre é possível cortar os laços com as pessoas próximas, ainda mais quando se trata de família ou colegas de trabalho onde existe uma convivência mínima, mas é possível estabelecer alguns limites para que as atitudes dessas pessoas não interfiram no seu bem-estar, pois conviver com elas pode ser desgastante.

Como identificar o esgotamento mental

Quando algo não vai bem, de alguma forma isso é sinalizado, seja através do corpo ou de comportamentos, alguns desses sinais são:

  • Falhas na memória;
  • Dificuldade de concentração;
  • Desânimo, falta de interesse e de motivação constante;
  • Irritabilidade; 
  • Sensação constante de cansaço;
  • Sonolência;
  • Dificuldade para dormir e quando dorme sente-se ainda cansada ou tem dificuldade para acordar;
  • Bruxismo;
  • Aumento dos conflitos nas relações;
  • Sensação de vazio interno;
  • Falta de apetite sexual.

Esses sintomas vão de alguma forma desequilibrando o organismo, é como se ele estivesse se desorganizando na tentativa de se organizar (irônico né?). Nenhum evento isolado ou pontual é o único responsável para chegar ao ponto de exaustão.

Estamos falando de diversas situações que colocam uma pessoa em constante desconforto, insatisfação, tensão, estado de alerta e que vão se acumulando até virar aquele emaranhado de sentimentos e pensamentos onde a vontade é de poder se desligar por um tempo. Por isso é tão importante estar atenta aos sinais e procurar identificar quais possíveis situações estão desencadeando esse esgotamento mental para que isso seja cuidado da melhor maneira possível.

Além de buscar tratamento adequado existem algumas atitudes que podem ajudar a resolver o problema, assim como podem ajudar a evitar chegar nesse ponto. Nenhuma mudança ocorre da noite para o dia ou com o simples desejo de que as coisas mudem, mas novos hábitos e possibilidades podem ser construídos e inseridos na sua rotina em busca de mais qualidade de vida.

Priorize sua saúde

O autocuidado é muito importante e de mãos dadas com ele anda o autoconhecimento. Conhecer-se é o primeiro passo para desenvolver a tão falada inteligência emocional para lidar melhor com o que sente, e isso inclui conhecer e respeitar os próprios limites, inclusive do seu corpo. Isso não significa que os eventos desagradáveis deixarão de acontecer, mas que eles não te afetarão ao ponto de te desestabilizar. 

Invista no que te faz bem

Isso inclui pessoas e atividades que te relaxem e divirtam. Priorize seu descanso assim como você prioriza o seu trabalho. Os exercícios físicos costumam ser muito indicados também, pois além de promover o bem-estar mental, são ótimos para a saúde do corpo, além de melhorar a qualidade do sono. Desfrute da companhia de quem te faz bem, inclusive da sua própria companhia. 

Organize-se

Evite acumular muitas tarefas ao mesmo tempo. Tentar manter uma rotina organizada com as tarefas que precisam ser realizadas sem tentar incluir mais do que você consegue dá conta de fazer no dia fará toda diferença. Ter organizado os compromissos e afazeres traz a sensação de controle, pois saberá o que precisa ser feito no dia sem maiores surpresas. 

 

Procure ajuda profissional 

É claro que essas são algumas estratégias para prevenir e combater o esgotamento mental, porém sabemos que nem sempre é possível sozinha. É importante avaliar como se sente e o quanto essas estratégias estão sendo o suficiente para a sua estabilização emocional na busca de ter mais saúde e bem-estar. Caso seja necessário não hesite em buscar ajuda profissional. 

Um psicólogo poderá te ajudar no manejo do estresse e das emoções, além de ser alguém com uma escuta profissional que oferecerá um espaço seguro para falar sobre como você se sente, as dificuldades que tem encontrado no caminho e auxiliar na construção de novas possibilidades para administrar tantas questões que estão acontecendo ao mesmo tempo, a partir das suas necessidades, respeitando sua individualidade e experiência.

Mayara Fonseca
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