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Shantala: a técnica para bebês. Descubra seus benfícios

Shantala é uma massagem indiana divulgada na década de 70 pelo médico ginecologista e obstetra francês Dr. Frédérick Leboyer. Ao visitar a Índia, ele percebeu que era muito comum encontrar em ruas e praças públicas mães massageando os seus bebês, num hábito cotidiano de cuidado e carinho. Esse diferencial das mamães é até hoje estudado e tem seus benefícios comprovados.

A importância do toque

Além de uma técnica de massagem infantil, a Shantala é uma forma de comunicação que transmite amor pelo toque sutil das mãos. Ela proporciona relaxamento, bem-estar e amplia o contato com o bebê, fortalece o vínculo afetivo mãe/pai-bebê.

É um momento único entre quem massageia e o bebê que recebe. Nesse momento, a mãe ou pai coloca sua atenção inteiramente voltada para o bebê, e o toque vai aonde as palavras não alcançam.

E esse contato através da Shantala também irá auxiliar para a formação da imagem corporal do bebê, pois através dos movimentos da massagem ele descobrirá o seu tamanho, força, flexibilidade, e o seu próprio corpo (cabeça, pernas, mãos, pés) e o espaço que o seu corpo ocupa.

Benefícios da técnica para o bebê

São benefícios bem abrangentes:

  • Facilita o desenvolvimento físico, motor, fisiológico e emocional do bebê;
  • Melhora o relacionamento entre mãe e/ou pai e bebê, diminuindo a carência afetiva do bebê e fortalecendo o vínculo afetivo;
  • Ativa a circulação sanguínea estimulando o melhor funcionamento de todos os órgãos;
  • Promove o relaxamento por meio da diminuição do stress;
  • Tranquiliza e melhora a qualidade do sono;
  • Alivia ou previne cólicas, gases ou prisão de ventre, melhora a digestão;
  • Amplia a capacidade respiratória.

Dicas e cuidados ao fazer a técnica da Shantala

A técnica da Shantala é realizada com o bebê somente depois do primeiro mês após o parto. Ele fica desnudo, o local precisa ser tranquilo e aquecido, o bebê não deve sentir frio em nenhum momento da massagem. O ideal é que seja uns quarenta minutos após a refeição, para não estar com fome e nem estar com estômago cheio.

Pode usar óleo natural para facilitar o deslizamento das mãos (amêndoas, camomila, calêndula, coco ou semente de uva). Mantenha as unhas aparadas e não use relógio, pulseiras e anéis durante a massagem. Ao utilizar música, escolha aquelas sem muitas variações de ritmo, andamento e dinâmica. Músicas instrumentais são mais adequadas. Suas mãos devem envolver ao máximo o corpinho do bebê.

É importantíssimo nesse momento conversar com o bebê: fale sobre sentimentos, do que gosta nele, do que espera que faça, das suas características físicas e da personalidade, conte histórias sobre sua vida e como foi seu dia.

O toque delicado e a conversa suave irão estimular o lado afetivo das duas pessoas envolvidas, e isso é importantíssimo para fortalecimento do vínculo afetivo. Concentre pensamentos positivos e sadios durante a Shantala. Lembre-se que vocês estão trocando energia.

Se o bebê estiver com diarreia, febre ou acabou de tomar vacina, não se deve aplicar a técnica, pois ela estimula o sistema digestivo e altera a circulação do sangue.

Pode-se iniciar a Shantala em qualquer faixa etária e ela deverá ser realizada até que ambos participantes queiram.

Passo a passo da técnica

A massagem dura de 15 a 30 minutos, dependendo da idade do bebê e aceitação ao toque. Para massagear o bebê, é preciso sentar-se no chão com a coluna ereta. Se você quiser pode passar algum óleo natural nas mãos e colocar uma fralda ou toalha nas suas pernas.

Deixe o bebê deitado sobre suas pernas, de tal forma que ele fique com a cabeça próxima do seu joelho e as pernas mais próximas da sua barriga (se for uma criança, pode deitá-la em um local confortável). Lembre-se de manter a sua postura da melhor forma possível!

A massagem consiste em movimentos que partem sempre no sentido de dentro para fora, sentido horário, e devem ser lentos, com suaves compressões e alongamentos passivos por todo o corpo do bebê.

Siga os seguintes passos, repetindo cada movimento de cinco a dez vezes, de forma segura e bem lenta:

Cabeça:

Com as mãos abertas massagear a face do bebê, sempre esticando a pele, comece pelo centro do rosto e deslize em direção das orelhas.

Faça movimentos circulares nos olhos, use os dedos polegares (deixe os outros dedos tocando levemente a lateral do rosto do bebê), comece da sobrancelha para fora, circulando para a pálpebra e retornando ao reinício do círculo na sobrancelha.

Peito e barriga:

Deslize as mãos do centro do tórax do bebê para as laterais, aproveitando para alongar os ombros. Movimente as mãos de cima para baixo, em direção ao “ventre”, como se fosse “esvaziá-lo”. Depois na barriga, com as mãos abertas fazer movimentos circulares, em sentido horário.

Braços/mãos e pernas/pés:

Com o braço do bebê esticado, comece próximo do ombro, seguindo até as mãos, a realização de movimentos de “rosca”, com toda a mão envolvendo o braço do bebê. Nas mãos dele, massageie a palma da mão e alongue os dedos. Repita o mesmo procedimento com as pernas e pés.

Costas:

Vire o bebê de bruços para massagear as costas, partindo do centro estique a musculatura para as laterais. Movimente as mãos, agora de cima para baixo, em direção ao bumbum.

Pronto!

E você não precisa seguir rigorosamente estes passos, se o bebê não gostar de algum dos passos, não precisa fazer, e pode substituir por outros. Experimente variar os toques, usando esponjinhas, penas, tecidos felpudos e etc. Isso ajuda mais ainda a estimular a percepção tátil do corpo.

Gisele Maraschin

Atuo desde 2007 e ser psicóloga é poder desfrutar da paixão e admiração que tenho pelo ser humano. É poder ajudar alguém nem que seja só por uma escuta confiável. É poder compreender e fazer o outro se compreender melhor para fazer boas escolhas. Ser psicóloga é uma mistura de satisfação e gratidão!
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