Saúde

Atitudes práticas para ajudar nos momentos de: ideação, planejamento e tentativa de Suicídio

Ao perceber que uma pessoa pode estar desenvolvendo ideação (pensamento), planejamento e/ou tentativa de suicídio tente compreender inicialmente a gravidade apresentada e selecione quais passos a seguir podem ser mais adequados:

Crie um diálogo sobre o assunto:

Pergunte sobre quais são os pensamentos que surgem, quando começou, qual é a frequência, como seria a tentativa, quais são seus problemas, como se sente… mas, não faça críticas nem julgamentos. Ouça, deixando a pessoa falar livremente, e mantenha o contato visual.

Tudo isso poderá gerar uma sensação de conforto e de compreensão.

Demonstre empatia:

Coloque-se na situação do outro e compreenda seus sentimentos, dê apoio emocional, suscite na pessoa a sensação de proteção. Assim você estará abrindo caminho para viabilizar a abertura de aceitação para os próximos passos.

Ajude a pessoa a traçar alternativas para suas dores

Mostre que está interessado em ajudar, sugira ter mais pessoas como aliadas. Fale sobre as equipes de profissionais descritas a seguir, para juntos escolherem a mais indicada no momento.

Mas, reconheça os seus limites: tenha clareza que todos temos a responsabilidade de ajudar, embora nem todos consigam em casos peculiares.

Então se não se sente apto, especialmente nas situações de alto risco, não é vergonhoso pedir para outra pessoa auxiliar e acionar urgentemente órgãos públicos.

Encaminhe para profissionais da saúde

Se a pessoa estiver em acompanhamento/tratamento médico ou psicológico, procure entrar em contato com esse profissional, que já tem conhecimento sobre seu paciente, para explicar o que você percebeu e receber orientações de como proceder.

Mesmo se o caso necessitar das outras atitudes mais ostensivas descritas ou se ela nunca teve qualquer acompanhamento/tratamento, posteriormente a crise, leve essa pessoa para avaliação e conduta psiquiátrica e psicológica, pois ela precisará ser assistida por esses profissionais.

Ligue para o Centro de Valorização da Vida-CVV 188:

CVV é uma associação civil sem fins lucrativos que presta serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio de forma gratuita e com total sigilo, também podem receber contato por chat no seu site: www.cvv.org.br, funciona 24 horas.

Leve para Unidade de Pronto Atendimento-UPA ou ligue para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência-SAMU 192:

Caso a pessoa demonstre dificuldades no funcionamento cognitivo, descontrole emocional exacerbado ou ferimentos você deve levá-la para uma UPA, mas se não for possível ligue para o SAMU 192, quer irá buscar e seguir com o protocolo de atendimento.

A pessoa que tem um plano definido e/ou o meio para cometer o suicídio é considerada de alto risco, o ideal é não deixá-la sozinha até a chegada de equipes capacitadas para conduzir o caso, e se for possível retire gentilmente das proximidades esse meio (remédio, tesoura, faca, corda, veneno, arma e etc.).

Ligue para o Corpo de Bombeiros 193

Se a situação for grave a ponto de iminente risco de morte, como de uma pessoa que pode cair de locais altos, o Corpo de Bombeiro deve ser acionado para auxiliar.

Ligue para a Polícia Militar-PM 190

Havendo grave risco da sua integridade física ou de outras pessoas, como em casos em que a pessoa está agressiva ou se aglomeramentos de curiosos pode piorar a manutenção do controle e ordem da situação, a polícia irá garantir a ordem e segurança.

Procure pela Rede de Atenção Psicossocial-RAPS

A RAPS pode ser formada pelas Unidades Básicas de saúde, Núcleo de Apoio a Saúde da Família-NASF, Centro de Atenção Psicossocial-CAPS, ambulatório de Saúde Mental, além do SAMU, UPA e Serviços Hospitalares de Referência que recebem urgências e podem ter enfermarias especializadas para internação voluntária ou compulsória. Esses profissionais devem priorizar o desenvolvimento de trabalhos específicos sobre suicídio, além de ter o dever de acompanhar e conduzir o tratamento que cada pessoas precisae.

Busque oferecer Apoio Ssocial

Permaneça dando apoio àa pessoa nas semanas e meses seguintes. E se puder amplie essa rede de apoio com familiares, amigos, colegas de trabalho ou de estudo, comunidade, instituições ou grupos religiosos que desenvolvam trabalhos notáveis sobre esse tema.   

Precisamos diminuir o estigma e os tabus sobre o suicídio, então busque frequentemente informações. Muitas pessoas podem ser encorajadas a buscar ajuda se essas opções forem mostradas com naturalidade, assim evitaremos a morte precoce e evitaremos consequentemente que depois você não passe anos sofrendo pelo vazio de angústias ou dúvidas pela falta de atitude ou compreensão do fato.

Gisele Maraschin
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