Desenvolvimento pessoal

Violência doméstica: você sabe como procurar ajuda?

Ao falarmos sobre violência doméstica podemos lembrar facilmente de casos que passam diariamente na televisão ou até de uma pessoa que já tenha passado por isso. Como temos contato frequente com situações nas quais o companheiro agride a parceira, significa que essas ações têm acontecido demasiadamente. E é por isso que se mostra importante saber como agir frente à violência doméstica (ou violência contra a mulher).

Mas afinal, o que é violência doméstica?

A violência doméstica, como o próprio nome sugere, é um tipo de violência que ocorre dentro de casa, ou seja, no ambiente doméstico. Essa violência pode iniciar através de atos que não parecem violentos, como: o namorado/esposo, sentindo-se enciumado, impede a companheira de usar determinada peça de roupa ou que esta vá a determinado local.

Com o passar do tempo o companheiro pode também fazer falsas acusações de que a parceira o está traindo, xingando-a com palavras ofensivas, ou criticando e/ou julgando suas ações e decisões. A fim de não piorar o conflito, a namorada/esposa passa a deixar de fazer o que lhe agrada e de estar com pessoas que gosta.

Paralelamente, em situações de conflito (brigas) as agressões verbais podem se transformar em agressões físicas, nas quais o parceiro fere a integridade corporal da companheira, através de tapas, chutes, etc.

Muitos estudos mostram que as relações abusivas seguem um ciclo e muitas vezes é este (ciclo) que mantém as mulheres nestes relacionamentos. O ciclo da violência, como é chamado, inicia através do acúmulo de desentendimentos pontuais (pequenos) do dia a dia, evoluindo para uma explosão (onde geralmente as agressões acontecem) e, finalmente para a fase chamada de “lua de mel”, na qual os parceiros se desculpam e prometem mudar de comportamento, até acontecer o próximo desentendimento, onde o ciclo se reinicia.

E como pedir ajuda para romper o ciclo da violência?

Para romper o ciclo da violência é preciso primeiramente reconhecer que se está em uma relação abusiva e assim tomar algumas atitudes como pedir a ajuda de pessoas de confiança (com o objetivo de impedir um novo episódio de violência) e acionar a rede de proteção local (da cidade em que se está), também para que o agressor seja responsabilizado pela justiça através da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006).

Reconhecer que se está em um relacionamento tóxico pode não ser fácil e sair dele menos ainda. Entender o porquê de as coisas estarem como estão é fundamental para aquilo que aconteceu não se repita. Também vale lembrar, claro, que se submeter à psicoterapia é de fundamental ajuda.

Outro meio também que pode ser útil é o Disque 180, uma central nacional que oferece informações sobre a violência contra a mulher e acolhe denúncias deste tipo de violência.

Camille Camille Ogassawara Saraiva

Olá, seja bem-vindo(a)! Me chamo Camille, sou psicóloga e atendo pela Análise do Comportamento. Essa abordagem da psicologia, cujo principal representante é B. F. Skinner, compreende o ser humano a partir de suas interações com os diferentes ambientes (trabalho, escola, com a família, entre tantos outros). Isso significa que nós, os analistas do comportamentos, podemos lhe ajudar a entender o motivo pelo qual se comporta naquele (ou em todos os) ambiente, refletindo em conjunto e trabalhando rumo a mudanças de comportamentos que sejam mais funcionais (ou úteis ou favoráveis) para você. Além disso, toda a subjetividade (nossos sentimentos, emoções, história de vida) também são levadas em consideração. Sempre é bom lembrar que todo esse processo acontece no tempo de cada um (para alguns em um tempo mais curto outros, mais longo) e que com o nosso (meu e seu) comprometimento, evoluiremos juntos(as). Meu atendimento é pautado pela ética, sigilo e principalmente pela escuta empática (não julgadora). Caso tenha alguma dúvida pode entrar em comigo, ficarei feliz em te ajudar! Se cuidamos de nossa saúde física porque não tomamos conta também de nossa saúde mental?
Camille Camille Ogassawara Saraiva

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