Como atender idosos no consultório psicológico? 

Você já se perguntou sobre isso? 

Você sabe como a ciência psicológica pode ajudar no processo do envelhecer? 

Como ponto de partida vamos ter conhecimento da quantidade de pessoas que fazem parte desse grupo lindo e cheio de histórias? 

Atualmente, os idosos representam 14,3% dos brasileiros, ou seja, 29,3 milhões de pessoas. E, em 2030, o número de idosos deve superar o de crianças e adolescentes de zero a quatorze anos. 

Olhando para esses dados, somos desafiados e instigados a estar prontos e aptos para receber no consultório este grupo que tanto cresce, que precisa de acolhimento, escuta, estimulação e sempre um olhar individualizado para acolher suas demandas de forma ética, técnica, científica e humanizada.

E agora? O que fazer?

Vamos lá, atender o idoso no consultório, seja presencial ou on-line, é importante que estejamos aberto para este encontro. O idoso precisa muitas vezes se conectar com o corpo e a mente. Fazer esse trabalho de unificação é criar possíveis e novas formas saudáveis de vivência e convivência.

É preciso lembrar que somos seres bio-psico-sócio-cultural-espiritual, é preciso se sentir valorizado e oferecer valor para nós mesmos em todos esses aspectos.

Como assim?

Você já ouviu a frase “Ah, eu até gostaria, mas meu corpo não permite mais” ou então “Meu corpo é de 73 anos, mas minha mente é de 60 anos”. Podemos perceber nessas colocações o quanto podemos experimentar uma dessintonia entre corpo e mente, ou seja, da forma como sente que seria bom, feliz e confortável, com a forma que realmente se comporta.

Trabalhar esta conexão de corpo e mente, onde o idoso pode desenvolver suas habilidades, reconhecendo suas potências e permitindo o equilíbrio é o desafio da clínica. Fazendo com que o mesmo possa se reconhecer como parte de um meio que está inserido. Pois muitas vezes o que chega nos consultórios são idosos que se reconhecem desconectados do “todo” e nosso trabalho é inserir e mostrar que deste “todo” eles também fazem parte. 

É importante lembrar que nem sempre será nesta ordem: podemos ter um idoso que não se sente bem, não consegue se encaixar, demonstra falta de vontade para suas atividades diárias e também para socializar, porém, não tem barreiras físicas, somente existenciais.

Nosso trabalho continua, olhar, acolher e buscar junto ao idoso formas possíveis de conectar suas vontades e desejos naquele corpo, que está vivo e precisa de fato viver, e viver muito bem, viver lindas histórias.  

É possível? 

Sim, é possivél, é lindo o processo, é libertador – liberta a dor.

Essas são algumas formas e maneiras de trabalhar e atender os idosos. Lembrando, você precisa entender primeiro quem é seu cliente/paciente/consulente, quais são suas queixas principais? Como ele chegou até você? Nem sempre a queixa principal é a demanda real, então precisamos estar atentos, quanto mais eu sei sobre meu cliente/paciente/consulente mais eficazes são as formas e ferramentas utilizadas no processo psicoterapêutico.

Algumas das possibilidades de trabalhar com os idosos:

  • Potencializar as habilidades cognitivas através de estímulos;
  • Desenvolver habilidades sociais;
  • Escuta de qualidade;
  • Trabalho focado na autoestima;
  • Autoconhecimento;
  • Desenvolvimento de habilidades em grupo;
  • Etc.

Elisângela Bispo da Silva Alcarria 

Psicóloga Clínica e Pedagoga 

Pós Graduada em Sexualidade 

CRP12/15285

Referências

  1. https://bvsms.saude.gov.br/01-10-dia-nacional-do-idoso-e-dia-internacional-da-terceira-idade/ 
  2. http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1086.pdf
Elisângela Bispo da Silva Alcarria
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