Mãe dos meus pais – Como lidar com esta tarefa?

Cuidar de quem já cuidou de mim? Como assim?

Há momentos em que algumas situações ocorrem sem que tenhamos controle sobre elas. Um exemplo disso é a velhice de seus pais ou de pessoas que antes já foram as responsáveis pelo seu cuidado. Sem data marcada, um deles (às vezes os dois) se torna completamente dependente.

O que fazer? Como ter paciência para lidar com isso? De que forma daremos conta de algo que não havia sido planejado?

Todos estes questionamentos são naturais e podem se tornar angustiantes. Geralmente, essa responsabilidade de cuidar dos pais recai sobre a mulher da família – no caso a filha – pois ela é vista como tendo o instinto natural de cuidar, quase que maternal.

É comum ouvir que se tornaram mães de seus pais, muitas vezes até abrindo mão de seus interesses pessoais pensando no bem-estar deles.

Ninguém nasce sabendo

Não há manual que consiga dar conta dos anseios que envolvem a prática do cuidado com o próximo. Um dos lados depende completamente de que o outro consiga lidar com uma série de tarefas e responsabilidades. Afinal, há muita coisa envolvida – medicações, consultas médicas, doenças e por aí vai.

Geralmente, falar sobre a velhice e fazer planos para lidar com ela ainda é visto com certo desconforto pela sociedade, então não estamos acostumados a tratar o tema de forma natural.

Tente não se culpar

É muito comum a existência de sensações de medo, tristeza, ansiedade, raiva e diversos outros sentimentos diante da responsabilidade pelo cuidado dos pais. O que você pensa e sente sofre influência do modo como as relações foram estabelecidas até ali.

Tente não se julgar por ter pensamentos e emoções não tão positivas frente a situação, procure entender suas emoções.

Uma criação sem a presença de vínculos saudáveis entre pais e filhos pode trazer sentimentos negativos e muitos conflitos, tornando o processo de adaptação mais difícil. Situações como estas podem ser bastante desafiadoras e causar manifestações físicas e psicológicas em algumas pessoas, podendo evoluir para um quadro de esgotamento e depressão.

Fortaleça e conheça sua rede de apoio

Cuidar de idosos demanda muita compreensão e paciência. É preciso dividir as responsabilidades com a família, para que não haja sobrecarga com o acúmulo de funções. Em casos onde haja conflitos, pode-se dividir as tarefas por nível de afinidade ou de vínculo.

Se for viável, não há problema algum em contar com a ajuda de profissionais de saúde que possam auxiliar a dar conta da rotina. É importante ter conhecimento sobre a rede de apoio e os serviços de saúde pública disponíveis na região, caso seja necessário.

Cuidar do outro requer o cuidado de si

Cuidar da saúde mental da família é importante para que as angústias e outros sentimentos sejam acolhidos por profissionais habilitados. Para que você possa cuidar de alguém, o autocuidado deve vir primeiro. Quando necessitam de cuidados, idosos estão vulneráveis e precisam de amparo.

Porém, é importante salientar que eles continuam sendo quem são, não deixaram de ser seus pais, por isso esses papéis precisam ser preservados.

O diálogo, a paciência e a compreensão são essenciais para a adaptação a novos arranjos e a construção de relações mais saudáveis entre a família.

Se você está passando por uma situação como essa e precisa de ajuda, conte comigo!

Referências

  1. FERREIRA, Camila Rafael; ISAAC, Letícia; XIMENES, Vanessa Santiago. Cuidar de idosos: um assunto de mulher?. Est. Inter. Psicol., Londrina , v. 9, n. 1, p. 108-125, jun. 2018 .
Mariana Martins Castro
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