Planejamento familiar: A psicologia pode ajudar!

O que é o planejamento familiar? 

O planejamento familiar tem como objetivo auxiliar e orientar ações preventivas e educativas. O modo como isso pode ocorrer é através da garantia dos direitos, tendo todos acesso igualitário a meios, informações, métodos e técnicas disponíveis com o objetivo de garantir a saúde da mulher, da família e da criança.

A nossa constituição garante que todo cidadão, não somente o casal, faça o planejamento familiar de forma livre, não cabendo ao Estado e nem à sociedade estabelecer condições e limites para isso. Sendo assim, o planejamento é de livre decisão do casal, cabendo ao Estado proporcionar os meios científicos e educacionais para esse direito.  

No Brasil, com a baixa escolaridade e condições socioeconômicas, torna-se um fator de risco, visto que 1 em cada 2 mulheres grávidas que não tiveram a sua gestação planejada. Atualmente, as políticas públicas estão voltadas a contracepção, ou seja, a distribuição de camisinhas e a oferta de pílulas anticoncepcionais, não existindo de fato, uma educação para a saúde reprodutiva.

Um bom planejamento familiar poderia diminuir as gestações não planejadas e o grande número de problemas de saúde mental na gestação e no puerpério. Frente a isso, a psicologia pode ajudar! 

Atuação do psicólogo no planejamento familiar

O psicólogo pode atuar de diversas formas com quem tem o desejo de fazer um planejamento familiar, com ou não, a intenção de ter filhos. Algumas dessas formas incluem o atendimento individual, o atendimento do casal, dinâmicas de grupo e palestras informativas.

A partir disso, pode caber ao psicólogo as seguintes ações:

– Avaliar questões emocionais para que seja possível fazer escolhas conscientes e adequadas. 

– Realizar avaliação psicologia pré-cirúrgicas como nos casos da laqueadura e vasectomia. 

– Conhecer a dinâmica da família. 

– Compreender as expectativas e as motivações para o desejo ou não da reprodução. 

– Esclarecer dúvidas sobre métodos contraceptivos e os possíveis procedimentos cirúrgicos. 

– Trabalhar questões ligadas aos mitos, medos e crenças incorretas ou religiosas que podem interferir na decisão.

 

A família na pós-modernidade 

Em 1994, a Organização Mundial da Saúde destacou o conceito de família, não podendo este ser limitado a laços de sangue, parceria sexual, casamento ou adoção. Portanto, ligações que tenham como base a confiança, suporte e destino em comum devem ser considerados como família.  

Tendo isso como base, podemos concluir que o psicólogo poderá acolher as famílias nucleares tradicionais e os novos tipos de família na contemporaneidade.  

Questões que podem surgir durante o planejamento familiar 

  • Infertilidade: De acordo com a OMS, é estimado que 60 e 80 milhões de pessoas no mundo enfrentam dificuldades para que o planejamento parental seja concretizado. A experiência da infertilidade pode ser um evento traumático, gerando culpa e vergonha e, muitas vezes, algo descoberto somente após uma tentativa falha. O que fazer diante dessa situação? Como saber qual a escolha correta a se tomar? Quais as alternativas? São todas questões que podem surgir diante da dificuldade de concretizar o planejamento familiar e que poderão necessitar de uma ajuda psicológica para lidar com todos os sentimentos e dúvidas que cercam essa situação.
  • Gravidez: Uma gravidez pode ser tanto planejada (ou não), recebendo apoio da família e da sociedade (ou não) e ser psicologicamente favorável (ou não). Diante disso a gravidez pode ser um período feliz, de realização de um sonho como também um período de crise, acompanhado de sentimentos negativos. Ademais, a ansiedade e a depressão podem estar presentes nesse período, sendo a última o transtorno mental com maior prevalência durante esse período, podendo trazer diversas consequências para a mãe e para o bebê. 
  • Puerpério: O puerpério é o período de adaptação após o parto no qual o sistema reprodutor da mulher retorna ao seu estado anterior à gravidez. Neste período muitos sentimentos podem surgir, ligados à combinação de perdas e adaptações desta fase, ou então as mudanças no corpo, a experiencia do bebê não mais idealizado e sim real e muitas vezes a falta de atenção própria devido as demandas do bebê.

Sendo assim, o planejamento familiar engloba diversos períodos, desde a vontade (ou não) de reproduzir até as consequências e desafios que englobam este momento juntamente com o puerpério. Portanto, o psicólogo tem como objetivo, auxiliar em todas essas fases, para que elas possam ser o mais leve e positivas possíveis, quais sejam as escolhas e quais sejam as famílias em questão.

 

Ana Laura Anselmo Berton

Psicóloga clinica

CRP: 06/177210

Ana Laura Anselmo Berton
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