Saúde

Saúde integral feminina: Um guia para todas as idades 

As politicas de saúde e a saúde integral da mulher

Foi-se o tempo em que a saúde da mulher se limitava à saúde materna ou à ausência de enfermidade associada ao processo de reprodução. Hoje as políticas de saúde voltam o olhar para a saúde integral da mulher, ou seja, compreende-se que as ações de saúde devem contemplar não apenas o momento de gestação e parto, mas proporcionar melhoria das condições de saúde em todos os ciclos de vida da mulher. 

As políticas de saúde passaram então a se orientar por um modelo biopsicossocial, que engloba as dimensões biológica, psicológica e social de um indivíduo. Desta forma, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o conceito de saúde não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade, mas como um estado de completo bem-estar físico, mental e social. 

No que se refere à saúde física da mulher, é evidente que ela envolve temas próprios, como:

  • As mudanças do corpo ao longo da vida (1ª menstruação, gestação e menopausa),

E prevenção de patologias, como:

  • O câncer de mama e do colo uterino,
  • Cistite,
  • Ovário policístico,
  • Endometriose,
  • Osteoporose,
  • Entre outros.

Isso reforça a importância de realizar acompanhamento médico contínuo e de manter hábitos saudáveis, como:

  • Praticar atividade física,
  • Não fumar,
  • Evitar bebidas alcoólicas,
  • Manter uma alimentação saudável,
  • Dormir bem, que apesar de também ser cuidados importantes para os homens, podem fazer muita diferença diante das particularidades ligadas à saúde da mulher. 

Além do acompanhamento médico, o acompanhamento psicológico é de suma importância para a prevenção de doenças e manutenção da saúde. Há estudos que indicam maior vulnerabilidade feminina aos transtornos mentais devido às alterações no sistema endócrino durante os períodos pré-menstrual, pós-parto e menopausa.

As características particulares da saúde mental da mulher

Nesse sentido, os cuidados necessários para preservar a saúde mental da mulher possui características distintas dos cuidados com a saúde mental dos homens. Fazendo-se necessário buscar por tratamento psicológico e psiquiátrico de acordo com a fase da vida na qual a mulher se encontra. Afinal, se ela não estiver bem psicologicamente, possivelmente isso impactará na sua qualidade de vida. 

Infelizmente, apesar dos avanços e das conquistas dos movimentos femininos, as mulheres ainda são expostas a desigualdades de gênero, que fortalecem as altas taxas de violência, assim como, a dupla jornada de trabalho, que inclui trabalho remunerado e tarefas domésticas. Este acúmulo de funções leva a um processo de esgotamento físico e mental, que prejudicam progressivamente a saúde da mulher.

Para diminuir os impactos deste desgaste, é fundamental dividir as responsabilidades do lar e dedicar-se a algum hobby ou a alguma atividade que seja prazerosa, que, além de ajudar a aliviar o estresse, promove o bem-estar. 

Como se pôde ver, a saúde feminina envolve diversas questões e tem particularidades importantes, por isso merece ser cuidada integralmente.

E você? Tem dado a devida atenção à sua saúde física, mental e social? Seja na prevenção de doenças, na conscientização sobre seu corpo, no combate a certas questões sociais, entre outros aspectos semelhantes.

Comprometa-se consigo mesma! Cuide-se! 

Referências

  1. BRASIL, Decreto n. 26.042, de 17 de novembro de 1948. Promulga os Atos firmados em Nova York a 22 de julho de 1946, por ocasião da Conferência Internacional de Saúde. DOU, Rio de Janeiro, seção 1, p. 1169, jan. 1949. Legislação Informatizada. Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1940-1949/decreto-26042-17-dezembro-1948-455751-publicacaooriginal-1-pe.html> Acesso em: 05 abr. 2022. 
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política nacional de atenção integral à saúde da mulher: princípios e diretrizes – Brasília: Ministério da Saúde, 2004. Disponível em: < https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nac_atencao_mulher2.pdf> Acesso em: 05 abr. 2022. 
  3. SENICATO C, AZEVEDO RCS, BARROS MBA. Transtorno mental comum em mulheres adultas: identificando os segmentos mais vulneráveis. Ciências Saúde Coletiva. 2018; 23: 2543-54. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232018238.13652016. Acesso em: 05 abr. 2022. 
Daniela Seidler
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