Saúde

Entenda de uma vez por todas o que é autismo e como pode ser tratado

A Organização Mundial da Saúde estima que o autismo acomete uma em cada 160 crianças no mundo todo. São cerca de 70 milhões de pessoas!

Apesar dos boatos, a OMS cita ainda dados obtidos em estudos científicos que comprovam a não correlação entre o autismo e as vacinas contra sarampo, caxumba ou rubéola.

Com a divulgação do último Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), o Transtorno Autista passou a ser incluído no diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), juntamente à Síndrome de Asperger, Transtorno Invasivo do Desenvolvimento e Transtorno Desintegrativo da Infância.

Mas você sabe o que caracteriza o autismo? Quais as diferenças entre os tipos de autismo, os sintomas e os tipos de tratamentos? Se não sabe, está no lugar certo. Confira a seguir!

O que é autismo

O autismo é caracterizado como um TGD, ou seja, um Transtorno Global do Desenvolvimento. Sua causa ainda é incerta, mas sabe-se que existe uma desordem neurológica que prejudica o desenvolvimento da linguagem e do comportamento social dos indivíduos. Suspeita-se de causas ambientais, genéticas e hereditárias.

Os primeiros sintomas aparecem logo na primeira infância (1-3 anos) e o transtorno acomete ambos os sexos, com maior ocorrência entre pessoas do sexo masculino. O nível de comprometimento pode variar, dependendo do tipo de TEA e da ocorrência de comorbidade (associação com outras condições, tais como deficiência intelectual, Transtorno Obsessivo-compulsivo, ansiedadedepressão etc.).

Tipos de autismo e sintomas

Síndrome de Asperger

Considerada a mais leve dentre os Transtornos do Espectro Autista, é chamada por alguns especialistas de Autismo de Alto Funcionamento, tendo em vista que muitos dos indivíduos diagnosticados possuem inteligência acima da média. Apesar de o desenvolvimento da linguagem não sofrer demasiado prejuízo, pessoas com Síndrome de Asperger apresentam dificuldade na comunicação e interação social e tendem a se tornar extremamente obsessivas com assuntos peculiares.

Transtorno Autista ou Autismo Clássico

Além da dificuldade de interação social e prejuízo na comunicação, apresentam um considerável atraso no desenvolvimento da linguagem verbal, dificuldade em reconhecer e expressar emoções e comportamentos repetitivos e estereotipados. Dificilmente você presenciará uma criança autista brincando de faz de conta, já que não conseguem compreender conceitos abstratos. Frequentemente, essas pessoas têm também algum nível de comprometimento intelectual.

Transtorno Invasivo do Desenvolvimento

Quando consideramos o nível de comprometimento geral dos indivíduos e da gravidade dos sintomas, esse transtorno fica posicionado entre a Síndrome de Asperger e o Transtorno Autista. O desenvolvimento da linguagem e a interação social é menos comprometido para esses indivíduos do que para aqueles com diagnóstico de Transtorno Autista, além de apresentarem menos comportamentos repetitivos.

Transtorno Desintegrativo da Infância

É o mais grave dos TEA, mas é também o mais raro. Geralmente as crianças diagnosticadas com esse transtorno têm um desenvolvimento considerado normal nos primeiros anos de vida e perdem bruscamente as aquisições linguísticas, sociais e intelectuais.

Tratamentos

Apesar de não haver cura para o autismo, existem tratamentos que, se adotados logo no início da manifestação do transtorno, podem minimizar os impactos causados pelos sintomas e melhorar as habilidades sociais. Cada pessoa é única e o melhor tratamento é aquele que é totalmente direcionado às especificidades de cada criança. Porém, algumas intervenções são indicadas para a maioria dos casos, como:

  • acompanhamento fonoaudiológico;
  • acompanhamento psicológico;
  • sessões grupais para trabalhar a socialização;
  • tratamento medicamentoso para problemas comportamentais e emocionais;
  • programas como ABA e TEACCH;
  • e terapia ocupacional.

Como podemos ver, o Autismo é uma condição complexa que acarreta diversos prejuízos na vida daqueles que são diagnosticados com o transtorno. Porém, com ajuda profissional, é possível garantir a qualidade de vida e, em alguns casos, uma vida adulta independente.

E então, o que achou? As informações ajudaram você a entender mais sobre o assunto?  Que tal compartilhar este post nas suas redes sociais e levar mais informação a quem precisa?

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