Ansiedade

Descubra como uma boa autoestima pode combater os sintomas de ansiedade

Pessoas com baixa autoestima tendem a tentar corresponder às expectativas dos outros, se desgastam com medo da opinião alheia e podem colocar as vontades de outras pessoas na frente das suas.

Essas e outras atitudes podem gerar grandes consequências no corpo, inclusive gerando grande ansiedade e outros sentimentos desagradáveis. Quando se tem baixa autoestima e ansiedade, pode-se sentir medos intensos, principalmente quando se trata de experiências nas relações sociais.

O pensamentos demasiado no futuro ou no passado impede de viver com plenitude o momento presente. Viver com medo da opinião alheia e sentindo preocupação excessiva sobre situações passadas ou futuras, pode ser bastante desfavorável para a saúde mental e causar sintomas desconfortáveis. 

A autoestima poderá impactar uma ou mais áreas de sua vida 

  • Uma pessoa com baixa autoestima pode sofrer prejuízos em seu relacionamento amoroso, pois não saberá impor limites nem fazer pedidos com assertividade.
  • Alguém com baixa autoestima pode não saber se comunicar da maneira mais saudável com as pessoas ao seu redor, podendo ser passiva ou agressiva, e assim sofrerá muitos conflitos nos relacionamentos. 
  • A baixa autoestima pode aparecer no trabalho quando a pessoa tem insegurança de se expor em determinadas situações, ou se autossabota, e por fim não consegue realizar suas tarefas nem ser protagonista da sua vida. 

Quando uma pessoa tem baixa autoestima, ela pode manifestá-la de diferentes modos. Pode ter inseguranças em alguns momentos e em outros não, o importante é saber identificar em quais situações sua baixa autoestima aparece, assim você poderá aprender como contorná-la da melhor maneira. 

  • Se sua autoestima está impactando seu relacionamento, busque melhorar sua comunicação e seu autoconhecimento, para assim saber o que você concorda ou não, e conseguir expressar isso assertivamente. 
  • Se sua autoestima está impactando no seu ambiente de trabalho, busque qualificar-se, aprenda a ter opinião própria e se envolva em projetos desafiadores. Isso vai ajudá-la(o) a ter mais empoderamento e mais segurança. 
  • O caminho para desenvolver a autoestima é conhecendo-se melhor. Quando você sabe quem você é, você se aceita. Mesmo com limitações, você sabe que é única do jeito que é, e passa a não dar tanto valor à opinião de outras pessoas sobre você. 
  • Tendo uma boa autoestima você se valoriza, se respeita e se ama. Quando isso acontece, você sabe reconhecer o que é bom para você, e busca estar pessoas e em ambientes que lhe fazem bem. 

Você se identificou com alguns desses exemplos de atitudes de uma pessoa com baixa autoestima? Se sim, continue lendo este artigo e avalie se sua baixa autoestima está afetando negativamente o seu modo de lidar com a ansiedade. 

Autoestima e ansiedade

A Ansiedade é uma emoção natural que acomete a todo ser humano em qualquer momento da vida. Apesar de às vezes ser incômoda, tem seus benefícios, como quando nos ajuda a lidar com ameaças externas e nos impulsiona a nos preparar para situações futuras desafiadoras.

Essa emoção passa a se tornar um problema quando vivemos pensando excessivamente no futuro ou no passado, e assim deixamos de viver o momento presente. Podemos aprender que nem tudo na vida precisa ser motivo de preocupação extrema e que existem maneiras mais saudáveis de lidar com a Ansiedade. 

  • Você costuma sentir muita preocupação e medo do rumo que pode tomar seu relacionamento sem que haja um motivo real para tais sentimentos? 
  • Você se percebe constantemente procrastinando ou com dificuldade de tomar decisões importantes sobre sua vida e seus projetos? 
  • Você costuma ter medo de como as pessoas podem reagir diante da sua opinião?
  • Você tem uma autocobrança elevada?   

Esses são alguns exemplos de comportamentos que podem estar atrelados à sua baixa autoestima e o modo como lida com a ansiedade.

Se estiver sentindo níveis desagradáveis de ansiedade devido ao seu modo de olhar para a vida e suas relações, recomendamos verificar se é possível aplicar as técnicas abaixo como formas alternativas de lidar com essa emoção: 

Algumas técnicas que podem ser úteis

  • Aceite que a ansiedade é uma emoção e temporária. Ela está aí por um motivo e logo vai embora.
  • Avalie seus sentimentos, sem julgamentos. Eles têm razões para existir.
  • Você não é sua ansiedade. Você é mais que esses sintomas. 
  • Sempre que possível, viva o momento presente. Tenha intenção de focar sua atenção no aqui e agora.
  • Avalie o quanto seu corpo tem se movimentado. Atividades físicas são ótimas redutoras de ansiedade e estresse. 
  • Organize seu dia. Planejamento e gestão do tempo promovem maior segurança.
  • Se estiver se preocupando com problemas durante grande parte do seu dia, reserve uma hora do seu dia para pensar neles. Pensar o tempo inteiro em algo não faz o problema sumir. 
  • Reveja seus momentos de prazer. Lazer e atividades relaxantes são necessários para redução da ansiedade.
  • Se possível, busque práticas de meditação guiada para te acalmarem. 

O mundo real e o mundo criado

É importante aprender a diferenciar pensamentos e fatos. Quando se sentir ansiosa(o), identifique se seu pensamento está aumentando a intensidade daquele sentimento, pois isso é muito comum de acontecer. Já reparou que algumas pessoas têm percepções diferentes que as suas sobre determinadas situações?

Isso pode acontecer porque nosso pensamento se torna negativo e distorce algumas percepções, e quando esse pensamento é ativado, consequentemente geram emoções desagradáveis (como a ansiedade exagerada) e passamos a ter comportamentos que fazem com que essas emoções aumentem.

É indicado combater o raciocínio emocional, e buscar um raciocínio com base em fatos e evidências, não considerando apenas suas emoções. Uma dica é: quando sentir ansiedade e pensar que algo de ruim vai acontecer, busque evidências que comprovem se o pior vai acontecer ou não: “Qual a probabilidade disso que estou pensando acontecer?”, “estou tentando prever o futuro sem dados concretos?”, “estou distinguindo situações reais, pensamentos e sentimentos?”.

E então, como você percebe sua autoestima atualmente? Ela está te prejudicando ou te trazendo mais sintomas de ansiedade? Se sim, indicamos buscar um processo psicoterapêutico para que você tenha um apoio especializado nesse momento de descobertas e junto da sua psicóloga, consigam reduzir seu sofrimento e descobrir novas maneiras mais saudáveis de lidar com tudo isso. 🙂

Raquel Uemura

Psicóloga

CRP SP 06/161962 

 

Referências:

Beck, J. S. (1997). Terapia cognitiva: teoria e prática (S. Costa, Trad.). Porto Alegre: Artes Médicas. (Trabalho original publicado em 1995)

Rosenberg, M. (1965). Society and the adolescent self-image. Princeton, NJ: Princeton University Press.

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