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Meditação: A gente se transforma naquilo que pensa

Muitas pessoas já ouviram ou praticaram meditação de alguma maneira. Com a pandemia, a busca por meditação na internet, com o intuito de reduzir a ansiedade, aumentou 4000%, segundo pesquisas.

Isso não foi à toa: a meditação, de modo geral, traz vários benefícios para quem a pratica, principalmente na parte que envolve a melhora da saúde emocional.

E com toda a modernidade que vivemos, na rotina corrida do dia a dia, separar um momento para fazer meditação pode aliviar muitas coisas!

Mas por que a prática da meditação é importante? Será que todo mundo pode praticar?

Para te ajudar, fizemos este guia para você entender melhor o que é meditação, os benefícios da sua prática e alguns tipos de meditação, desde quem nunca praticou para quem já pratica.

Sendo, assim, uma atividade para todas as pessoas.

O que é meditação?

A meditação não é uma prática nova: ela já existe há milhares de anos. O desenvolvimento de técnicas vem, em sua maioria, de tradições orientais, ligadas principalmente a filosofias budistas e do yoga.

Mas, na verdade, a atividade independe de religião: hoje, a meditação tem tanto uma visão dentro de outras vertentes religiosas, como busca espiritual, mas também com um encontro com o autoconhecimento, sendo um momento para regular o corpo e a mente.

Dessa forma, a meditação se tornou parte de grandes pesquisas! Muitas análises são realizadas com quem pratica, e o que essas pessoas alcançam ao longo do tempo são, até hoje, resultados sensacionais! Veja agora alguns exemplos:

Benefícios da meditação

Meditação e o cérebro:

Já foi comprovado que a meditação vai além de acalmar: ela causa também mudanças funcionais em nosso corpo!

No caso, as mudanças foram analisadas no cérebro das pessoas que praticam: foi visto que aconteceu uma grande plasticidade do cérebro desses voluntários, mostrando ter mais espessuras em pontos específicos em relação a atenção e concentração.

Ou seja, nosso cérebro, que consegue se adaptar e evoluir, mostrava um grande desenvolvimento nos praticantes de meditação.

Isso significa que a meditação os ajudava ainda mais a ter disposição em seus afazeres no dia a dia, conseguir concluir afazeres e organização diária.

Neste caso, a pesquisa mostrou a diferença de comportamento em quem praticava e com quem apenas experimentou algumas vezes, afirmando assim a importância da prática habitual da meditação para alcançar estes resultados.

Meditação e a saúde mental:

A saúde mental é tão importante quanto a saúde física, e cuidar dela também de forma preventiva é também necessário. Por isso, a meditação pode auxiliar, e muito, nestes cuidados.

Nas pesquisas sobre meditação, aqueles que a realizam desenvolvem bastante seu lado esquerdo do cérebro, ativando os afetos positivos, e dando experiência emocionais positivas.

Notou-se também que mexia na personalidade dessas pessoas, que apresentavam comportamentos mais alegres, maduros, autoconfiantes e com melhor visão da sua autoestima e autoimagem.

E além disso, muitos apresentaram estabilidade emocional, aspecto de estar conscientes, confiantes, relaxados e autossuficientes.

Meditação e os transtornos mentais:

Outro ponto visto que a meditação se torna benéfica é no cuidado de transtornos psíquicos, como no gerenciamento e diminuição do estresse, levando também para sintomas físicos, como no controle dos batimentos cardíacos.

E o melhor: ajuda a desenvolver resiliência. Muitas pessoas que participaram destes estudos e que já eram praticantes de meditação conseguiam, de forma mais rápida, manter a calma diante de algum foco de tensão, voltando à situação normal.

Além disso, a realização meditativa está ligada também à diminuição da ansiedade e transtorno de pânico, e já ajudou muitas pessoas que sofrem de compulsão alimentar, ao lidar com a ansiedade e a depressão.

Olha quanta coisa boa a meditação pode trazer! Mas, nem sempre é simples de realizá-la, não é só ficar na posição certa e respirar corretamente.

Assim como não é interessante começar a fazer muitos exercícios físicos de uma vez, e sim evoluir de acordo com a sua capacidade, com a meditação não é diferente: é importante passar por etapas, aprender, e assim, evoluir na prática – torná-la um hábito.

Por isso, veja alguns tipos de meditações que separamos, em ordem para quem nunca fez meditação até para quem já praticou e pratica na sua rotina.

Tipos de meditação: Guia desde quem nunca praticou até para quem já medita

***Sugestão: Um guia para quem nunca praticou e para quem já medita***

Existem vários tipos de meditação: seja oriental ou ocidental, cada uma tem o seu objetivo. Vamos apresentar aqui três tipos de meditações, pensando na evolução da prática de cada pessoa.

Vale lembrar que há muitos tipos de meditação, mas colocamos aqui alguns exemplos para facilitar o seu caminho e acesso dessa ferramenta.

Meditação de um minuto

Para quem já praticou uma vez ou nunca praticou, ou até tentou mas não foi tão legal assim (sentiu dores, coceiras, pensou em mil coisas, achou que passou muito tempo e na verdade não tinha nem passado um minuto), esse espaço é para você.

Como apresentado, a meditação é uma prática com várias técnicas, e você precisa apenas achar a sua.

Muitas vezes você já até meditou e não sabe: quando vai fazer o café, quando tira aqueles minutos de descanso para olhar uma paisagem, quando faz uma atividade e não vê o tempo passar…

De certa forma, você já teve uma conexão com a prática meditativa!

Por isso, uma técnica interessante para quem inicia nesta jornada é a meditação de um minuto.

O nome já diz: não precisa de minutos, nem de horas para meditar. Apenas um minuto.

Atenção: independente da meditação, tente realizá-la em um momento só, sem que nada possa te interromper.

Vamos lá?

A prática:

Fique em uma posição confortável, com os pés no chão, e mantenha uma postura ereta, mas sem ser rígida demais, buscando um ponto confortável. Mantenha as mãos em um apoio, como por exemplo nos joelhos ou com as mãos dadas entre si.

Coloque então o despertador para tocar daqui um minuto (coloque um som calmo na hora de despertar, para não assustar), feche os olhos e, enquanto estiver nessa posição, preste atenção na sua respiração apenas. Sinta entrar o ar nos seus pulmões, e percebe quando você solta esse ar.

Tente, dentro deste um minuto, focar apenas nesse processo.

Caso venha algum pensamento ou lembrança, recorda que em um minuto, você vai poder pensar sobre isso, e deixe o pensamento ou lembrança ir embora, voltando a prestar atenção na sua respiração.

Quando o despertador tocar, abra os olhos e veja como você se sente. Para evoluir, faça um minuto e trinta segundos na próxima vez, e vai aumentando assim, gradativamente.

Meditações guiadas

Para as pessoas que têm dificuldade em ter um foco em uma atitude, ou ainda em manter no silêncio, uma ótima alternativa são as meditações guiadas.

Nelas, além de acompanhar um som mais calmo, haverá alguém explicando exatamente o que fazer ou imaginar, guiando realmente por todo o processo.

Uma questão importante para este tipo de meditação é também progredir gradativamente. Comece com meditações guiadas por um tema de sua preferência por, no mínimo, cinco minutos, e depois procure outros, aumentando o tempo se achar necessário.

Em vários aplicativos ou em sites há muitas meditações guiadas. Basta procurar aquela que esteja no foco do que você precisa naquele momento: seja ansiedade, concentração e outros fatores.

Meditações orientais

Neste caso, já exige um pouco de prática, pois se trata dos tipos de meditações em que a pessoa fica no absoluto silêncio, trabalhando a questão de esvaziar a mente por horas e horas.

Monges e outras pessoas já possuem essa prática por anos, e por isso já alcançam um nível de meditação em que a atenção fica apenas para aquele momento presente.

Uma prática conhecida que aborda esse processo é o Mindfulness, que passa desde o processo para iniciante, até este mais avançado.

Para realizar este tipo de meditação, independente da linha oriental, é importante buscar um espaço confortável, e já ter um controle avançado sobre os pensamentos, para não deixar que estes venham durante a sua prática, tirando sua concentração daquele momento.

Qual a melhor meditação para mim?

Quando se trata de meditação, ela não tem contraindicações. O mais importante é entender alguns fatores:

  • Cada pessoa se adapta a um tipo de meditação. Há pessoas que conseguem se sentir bem com meditações orientais, enquanto outras vão preferir meditações guiadas, por exemplo.
  • O maior objetivo da meditação é alcançar a atenção plena, o controle e a concentração. Então não importa: o foco é, no final de cada meditação, sentir que seu corpo se regulou, e que está mais atento para realizar outras atividades diárias.
  • Se nas primeiras meditações você se distrair, não desanime. É normal no começo vir alguns pensamentos e reações do corpo para se mexer. Quando isso acontecer, lembre-se de voltar ao seu objetivo, e faça isso quantas vezes for necessário.

Meditação, assim como muitas atividades, é uma questão de treino, hábito, e para isso é interessante encontrar aquela com que você se identifica mais para alcançar os resultados.

E na psicoterapia, é interessante a arte da meditação?

Na terapia, muitas vezes o paciente apresenta sintomas de alto nível de ansiedade, estresse, depressão, ou apenas busca o espaço da psicoterapia para autoconhecimento e outros fatores.

Em qualquer um desses casos, o profissional pode aplicar técnicas de meditação, seja para aliviar o paciente em um momento de crise, trabalhar alguma ansiedade, ou ainda trazer o aspecto de atenção plena consigo mesmo, que vai ajudar a identificar emoções e sentimentos.

Aqui em nossa Plataforma do Psicologia Viva, contamos com vários profissionais que aplicam técnicas específicas de meditação para o paciente alcançar seus objetivos. Conheça o nosso espaço e confira!

Referências:

https://www.agazeta.com.br/colunas/renata-rasseli/busca-por-meditacao-bate-recorde–na-pandemia-1120

Goleman, Daniel A arte da meditação : um guia para a meditação Daniel Goleman ; tradução Domingos DeMasi. – Rio de Janeiro : Sextante, 1999

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